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sábado, dezembro 26, 2009

A arte de Frank Frazetta 



Dedicado ao Inconformista e ao Pena e Espada

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quarta-feira, dezembro 23, 2009

Carta de José Pinto-Coelho - "Do Presidente aos Nacionalistas - Dezembro de 2009" 

Ao terminar mais um ano civil, e em jeito de retrospectiva, muito haveria para referir, quer a nível nacional, quer a nível internacional, quer a nível do nosso combate político nacionalista: o PNR. Muito haveria para reflectir…
Foi um ano que começou ensombrado pela maior crise económica internacional de que há memória e da qual, os governos e os grandes detentores do poder mundial, ao invés de tirarem lições e inflectir o caminho desta globalização trituradora, limitam-se a mudar e remendar o que acham necessário, esmagando os mais fracos e gerando uma onda de desemprego assustadora, para que tudo fique na mesma, ou seja, para que os seus grandes interesses e objectivos mundialistas, ditados pelos padrões do capitalismo selvagem, permaneçam inalterados. Os Nacionalistas do nosso Portugal e os de qualquer outra Nação, pelo contrário, sabendo bem da imensa importância e necessidade que têm o mercado e o capital, sabem que estes têm que estar sob a regulação do Estado, ao serviço dos interesses da Nação, das famílias e dos trabalhadores e não para servirem interesses alheios e obscuros. Sabem que é imperioso devolver o primado à política retirando-o assim da economia, como se verifica no nosso tempo.
Os governos das Nações têm que regular os mercados para garantia do bem-estar das pessoas e progresso dos países. Tal não é possível num mercado globalizado de rédea solta. Pelo contrário, a política do proteccionismo tem que imperar, gerir as relações mercantis e optimizar a cada momento o equilíbrio possível entre as leis do mercado, as políticas internacionais e o grande objectivo de garantir ao país a maior independência possível e a dependência externa estritamente necessária. O que se passa actualmente é precisamente o contrário. E nós por cá, estamos cada vez mais à mercê dos mandos e desmandos que vêm de fora e “alegremente” vamos perdendo peso e soberania no concerto das nações.
Muito se passou no panorama internacional deste ano, e entre esses acontecimentos não posso deixar de referir a tomada de posse, também no início do ano, do Presidente dos Estados Unidos da América, Barack Hussein Obama, que gerou uma verdadeira onda internacional de histeria delirante e patológica, como se se tratasse da Parusia (segunda vinda de Cristo à terra), o que revela bem o poder das campanhas mediáticas que, ao formatarem as mentes humanas, as inibem de pensar, relacionar dados, reflectir, filtrar informação, tomar posição consciente… Antes, impõe o conveniente “pronto-a-pensar” e “pronto-a-papaguear”…
Ele mesmo, Hussein Obama, sem saber como, acaba o ano a receber uma espécie de Óscar do politicamente correcto internacional: o Nobel da Paz. Inversa e curiosamente, os donos da “paz” no mundo ditaram o enforcamento de um outro Hussein, há precisamente três anos, em nome dessa tal “paz” que foi comprada com o martírio da nação iraquiana, soberana, mas que por interesses insondáveis tinha que ser “pacificada” e aderir “voluntariamente” à democracia. Para tal não hesitaram, os senhores do mundo, em forjar provas e inventar argumentos.
Esta mania que eles têm de brincar com coisas sérias, não olhando a meios para alcançarem os seus fins sectários e obscuros, está mais uma vez patente no acontecimento internacional que marca o final deste ano: a Cimeira de Copenhaga.Ou melhor: a fraude de Copenhaga.
De novo, para alcançarem fins tenebrosos, os grandes manda-chuva mundiais, burocratas da ONU e não só, não pestanejam sequer em cometer as maiores tropelias e injustiças para levar a água ao seu moinho. E o mais grave é que são sempre estes mesmos que fazem (fabricam) a História. São eles que escrevem o que lhes convém, inventam e apagam a seu bel-prazer os factos da história, passado e presente, condicionando fatalmente o futuro. E depois proíbem (mesmo! E com perseguições) toda e qualquer cabeça pensante que ouse questionar, duvidar ou discordar dos factos forjados. Pessoalmente não acredito em quase nada do que nos é impingido e convido os Nacionalistas a que também o façam.
No que respeita ao teor desta cimeira, a questão do chamado aquecimento global, efeito de estufa e outros dogmas que tais, sempre os olhei de soslaio. Tresandam a fraude! Agora, com a cimeira, rebentou o escândalo conhecido como ClimateGate cujos fundamentos e contornos nada me espantaram: repressão de cientistas que discordam das posições que convêm, chantagens sobre publicações científicas, falsificação de dados científicos e estatísticos… Nada que não seja a prática corrente desta gente para proteger os seus sórdidos interesses que, regra geral, movem milhõe$, mas que não são seguramente os das populações, das Nações, da humanidade. Bem pelo contrário!
Assim se passa nos bastidores das grandes políticas internacionais e também nacionais. Nem tudo o que parece é. E é nossa obrigação, em nome da verdade e da evolução natural dos acontecimentos, termos uma postura de sentinelas e estarmos sempre vigilantes, pondo em causa os tabus erigidos pelo poder.
Eles fazem o querem e passam sempre (ou quase sempre) impunes! Têm os meios necessários para calar vozes incómodas, para encobrir as ilegalidades e imoralidades, para vender a banha da cobra, para impor dogmas e narcotizar o pensamento e a vontade das pessoas. Isso é também o que se passa em Portugal.
E é porque isso se passa também entre nós, com recurso às constantes e poderosas campanhas de propaganda e (des)informação, que se explica que se chegue ao fim de 2009 e o “palhaço” (o termo não é meu mas de um conhecido jornalista, e por isso não quero sequer imaginar que possa ser processado…) continue a mandar em Portugal. Que a Justiça continue a ser tudo menos isso mesmo, que o Processo Casa Pia se arraste e que afinal "não haja" pedófilos, que o Freeport acabe no esquecimento e arquivado na teia dos processos legais, que o Face Oculta rebente só depois das eleições. Que as pessoas continuem a votar nos mesmos de sempre e que são os grandes responsáveis pelo drama em que vivemos. Que muitíssimas pessoas que pensam como nós ainda continuem a ter argumentos vergonhosos, do estilo “vocês têm toda a razão e toda a minha simpatia, mas como não têm hipóteses vamos votar em tal”, e com isso entregam um voto a quem não merece… Que um candidato do PNR às Legislativas, por mero acaso de circunstância, tenha ido consultar os editais da sua Junta de Freguesia, no coração de Lisboa, e tenha verificado que na mesa de voto onde pelo menos ele, tinha assinalado a cruz na Chama, dessa mesma mesa constassem… zero votos no PNR (imagine-se isso multiplicado por milhares de mesas e tem-se uma noção das chapeladas da democracia…). Que a criminalidade seja encarada com naturalidade, como se fosse um preço a pagar por uma qualquer modernidade. Que o fosso crescente entre ricos e pobres seja cada vez mais gritante. Que todas as formas de subsídio sejam atribuídas ao imigrante invasor e que o português (e também o imigrante trabalhador) a eles não tenha acesso. Que se imponha a humilhação de um “acordo” ortográfico, subjugando a nossa língua mãe de Camões, ao pertuguêiss miscigenado do Brasil e África. Que se avance para a aprovação de aberrações, como a “educação” sexual nas escolas e os “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo com a cumplicidade e abertura de portas de todos os partidos parlamentares.
Enfim… com o desemprego a ultrapassar os 10% e a economia e insegurança no futuro a preocuparem, e com razão, os portugueses, os nossos governantes em vez de estimularem a agricultura, pescas, indústria e comércio, preocupam-se com outras “prioridades”. Em vez de se esforçarem por recuperar soberania e independência já perdidas, preocupam-se com outras “prioridades”.
Em vez de conterem e inverterem o endividamento externo, não param de o agravar, levando Portugal à falência, pois preocupam-se com outras “prioridades”.
Sim, o que importa é distrair as pessoas desviando as atenções para assuntos menores como o saga da jornalista de uma televisão privada, ou os arrufos entre Belém e São Bento ou também o roubo das corridas dos aviões do seu local habitual, revelando até neste caso uma notável falta de sensibilidade e bom senso.
É este o cenário triste do país no virar de mais um ano, onde nada se prevê que possa servir para acalentar algum optimismo (excepto para os transviados coloridos), pois com o habitual “mais do mesmo” só se pode esperar o óbvio: mais injustiça, mais deseducação, mais corrupção, mais insegurança, mais impunidade, mais desemprego, mais falências, mais desesperança…
A culpa não é só dos políticos medíocres que temos e das suas políticas suicidas e criminosas, mas também… dos portugueses que os perpetuam – activa ou passivamente - e que no fundo acabam por ter aquilo que merecem! Não se queixem esses e aguentem!
Mas como há, ainda assim, um punhado dos que não merecem tal sorte, e como uma Nação se compõe não apenas pelos presentes, mas também pelos antepassados e pelos vindouros, é grande a nossa responsabilidade neste pequeno elo que somos de uma corrente. Temos que respeitar a herança recebida e engrandecê-la para a deixar enriquecida, como legado, aos que nos sucederem.
Por isso nós, Nacionalistas, recusamo-nos a abdicar da luta e desistir!
Envoltos que estamos nas maiores dificuldades inerentes aos partidos fora do arco do poder, e acrescidas ainda por sermos um partido estigmatizado (por sermos muito incómodos), os bons resultados eleitorais e os sucessos imediatos não se manifestaram ainda. Mas hão-de manifestar-se sim! Mas para isso, é precisa persistência e tenacidade. É preciso combate constante, sem quebrar nem vergar. É preciso afastar a tentação do imediatismo e a armadilha do desânimo.
O facto de o PNR ter consolidado uma base eleitoral e continuar a sua missão, enquanto que ao “nosso lado” muitos partidos (com muitíssimo mais meios) aparecem e desaparecem, já é uma nota sem dúvida positiva. O facto de o PNR ter sido convidado para integrar a “Aliança dos Movimentos Nacionais Europeus”, justamente por dar sinais de credibilidade e constância, é sem dúvida uma nota positiva. Mas como também há aspectos negativos, para os superar, algo tem que mudar e renovar, e não tenhamos ilusões: a falta de meios será sempre a nossa companheira de viagem. Mas não pode ser justificação para o abandono e o desânimo, pois a determinação, essa sim, tem que se impor e levar-nos longe. Custe o que custar!
Assim, mantendo sempre a fidelidade à linha ideológica Nacionalista, aos pontos firmes que nos norteiam, e com a determinação inquebrantável de combater o sistema podre que nos aniquila o presente e o futuro, temos que repensar algumas estratégias e trilhar aguns novos caminhos. Com uma certeza porém: o PNR, comigo, é e será sempre um partido Nacional, Social e Radical. Um partido de combate! Sem medo!
Com esta vontade de renovar, reforçar e repensar o futuro, teremos no princípio de 2010 a nossa IV Convenção Nacional. Dela se espera que saia uma renovada dinâmica.
Pessoalmente, mantenho a palavra dada aos Nacionalistas de não desistir da luta e nela estar empenhado até ao limite das minhas forças e capacidades e reforço, agora, aquilo que disse em 2005, quando assumi a presidência do PNR: as dificuldades e os obstáculos que terei que suportar e transpor, os conflitos que terei que gerir e as difíceis decisões que terei que tomar e que raramente agradarão a todos, os riscos que terei que correr, movido por um desmedido amor à Pátria e à justeza da causa Nacionalista, o diálogo possível com todas as facções Nacionalistas, mas sem me enfeudar a nenhuma delas nem ceder a pressões ou ameaças, fazem-me assumir o combate, convicto de que não ficaria bem com a minha consciência ao ser espectador passivo do processo de destruição de Portugal.
É com este mesmo espírito que me apresento à IV Convenção Nacional do PNR. Conto convosco!
E desejo a toda a família Nacionalista, Festas Felizes, um Bom Natal e um 2010 cheio de sucessos e realizações.

José Pinto-Coelho 21 Dezembro 2009

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quinta-feira, dezembro 17, 2009

Colaborem na Metapedia ! 

A Metapedia é uma enciclopédia electrónica sobre cultura, arte, ciência, filosofia e política.
A Metapedia tem uma finalidade metapolítica, com o intuito de influenciar o debate, a cultura e a perspectiva histórica oficiais.
O projecto está ainda na sua fase inicial, mas a base de dados está a crescer a cada dia que passa e você é honestamente bem-vindo a contribuir para o crescimento desta valiosa e original enciclopédia.
Conseguir apresentar os seus próprios conceitos e definições bem como interpretações próprias de vários fenómenos e acontecimentos políticos é uma parte vital de qualquer combate cultural e metapolítico. Isto é ainda mais importante na actual era moderna, na qual muitos conceitos têm sido distorcidos e perderam o seu significado original – o que pode ser encarado como uma consequência do sucesso do combate cultural dos nossos oponentes.

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quarta-feira, dezembro 16, 2009

Sair do pântano 

Um sintoma notório da degradação a que se chegou em matéria política na sociedade portuguesa actual é o facto de ninguém nos aparecer a ocupar o poder por qualquer mérito ou qualidade própria. No sentimento geral, quem está continua a estar por ausência de alternativa, chegou até lá por exclusão de partes e assim se vai mantendo.
Como todos se lembram, as anteriores equipas governativas, chefiadas por Guterres, Barroso e Santana, para não ir mais atrás, foram elencos em que nunca ninguém vislumbrou virtudes de maior, e todos conseguiram o poder e exerceram-no devido aos desastres sucessivos que antes tinham enfraquecido os que os precederam. E todos vieram a perder o poder devido à sua própria inépcia.
Agora, a principal força de Sócrates é a sensação geral de que com ele ou sem ele poucas coisas seriam diferentes. E assim, muito embora ninguém encontre nenhum motivo para o apoiar, ninguém descortina razão de peso para acreditar que os outros seriam melhores.
Mesmo sem nenhuma crença em Sócrates, o país lá o vai tolerando, encolhendo os ombros, graças à descrença total em qualquer outro. A sorte do medíocre poder que temos é a desgraçada oposição que lhe corresponde. O país vai assistindo aos escândalos e misérias do poder que está, mas daí a fazer alguma coisa para os tirar de lá vai um passo que quase ninguém está disposto a dar. Estes são o que são, mas os outros parecem tão ou mais medíocres e insignificantes.
E desta forma, sem que ninguém saiba para quê, nem os próprios, o poder político vai-se mantendo, sem um projecto, uma ideia, uma linha de acção, uma imagem do futuro. Resignado ao facto, o país vai vivendo. É uma certa forma de estabilidade. Quem está está porque não há mais ninguém.
A opinião pública a respeito do exercício do poder é, reconhecidamente, a pior possível. Não há defensores da situação, que não sejam os interessados directos. Mesmo os opinadores disso encarregados, e pagos para isso, sentem as maiores dificuldades em vir a público exprimir as posições que por obrigação devem exprimir, por óbvio receio do ridículo. O estado de apatia e desorganização, de ausência de rumo, de desgoverno, é patente na actividade de navegação à vista em que se vai passando o tempo.
Provavelmente, assim iremos caminhando até próximas eleições legislativas. Antecipadas, ao que se anuncia. O pior é que, pelo que se vai vendo, o panorama nessa altura não será diferente do de hoje.
No círculo fechado em que o país se deixou aprisionar, não há saída possível.

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Dizer presente 

No actual sistema constitucional português os partidos são um instrumento fundamental para a participação na vida política. Através deles a nossa acção pode aspirar a intervir eficazmente na mudança da nossa arquitectura política.
Dessa constatação óbvia resulta a necessidade do movimento nacionalista se exprimir também por intermédio de adequada representação partidária (sem prejuízo da actuação mediata, metapolítica, pré-política, ou para-política, que garanta a profundidade e o longo prazo que por si só o imediatismo do combate político não pode assegurar).
Claro que um partido de orientação nacional tem que ser um partido diferente, um partido que busque as suas raízes nos sentimentos mais profundos do povo português e combata por restituir a Portugal no nosso tempo a vontade de ser no mundo um país respeitado, soberano e senhor do seu destino.
Para tanto, temos que construir um partido em que os portugueses se revejam, um partido que defenda a soberania nacional e não a parcela desta que os outros nos queiram conceder, um partido que preserve a nossa identidade cultural e não aceite dilui-la num espaço supranacional, um partido que respeite e assuma com orgulho as nossas crenças, as nossas tradições e os nossos costumes, um partido que rejeite modismos estranjeirados impostos por quem deseja mudar-nos para melhor nos dominar.
Temos que ser, em palavras simples, o "partido de Portugal" - o partido que considera a Nação uma realidade perene e um património histórico consolidado através dos séculos e que não pode ser menorizado em troca de possíveis (e muito ilusórias) vantagens materiais. Os povos não se afirmam apenas por indicadores económicos: afirmam-se, fundamentalmente, pelo carácter, pela dignidade, pela honra e pelo ânimo dos seus filhos.
É altura de sermos dignos da nossa herança histórica, e daqueles que com esforço e sacrifício construíram Portugal. É altura de dar o passo em frente e dizer presente.
Todos são chamados a tomar o partido de Portugal.

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Defesa da Vida 

Sobre os temas normalmente chamados "fracturantes", para aproveitar o vocabulário em uso, como são o abortamento, ou a eutanásia, ou a droga, ou as causas homossexuais, não há dúvidas que o pensamento daqueles que nos governam coincide no essencial com aquilo que diz o Bloco de Esquerda.
Esse pensamento não é o de uma franja socialmente marginal, corresponde sim à ideologia instalada em meios sociais determinantes da opinião do todo, como são as camadas jornalísticas, intelectuais, artísticas, políticas, até economicamente dominantes. O tal Berloque de estimação de todos esses grupos privilegiados apenas diz em voz alta o que eles dizem em "off" - e não querem dizer em público por razões meramente de conveniência.
Porém, daí não decorre a inutilidade do combate; ao contrário, impõe-se a luta persistente e tenaz, primeiro como disciplina própria e caminho de perfeição (Deus não manda vencer, mas manda lutar), depois por ser a única forma de erguer as bases da resistência nos corpos sociais ainda não dominados. ´
Por isso nunca será demais a atenção e a motivação de todos os grupos envolvidos activamente nos combates do nosso tempo no sentido de reforçar as trincheiras das organizações que se batem pela preservação e defesa da vida e da família.

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Ecologia Integral 

O mundo é herança e continuidade, não uma invenção arbitrária.
Em parte porque a vida moderna afastou o homem cada vez mais da natureza foi-se perdendo o sentimento dessa verdade fundamental. Charles Maurras compreendeu a importância do problema, numa época em que os entusiasmos de outros filósofos ainda estavam no industrialismo sem limites, na crença do progresso entendido como uma marcha linear motorizada pelas leis da produção. Foi esse o sentido do seu propugnado "retour aux champs".
Por saber de experiência sentida que o homem faz parte de um todo que o transcende e o integra, nós, nacionalistas, sentimos como nossas as causas da preservação ambiental. Para que possamos dizer orgulhosos para as gerações seguintes: "transmiti-mo-vos o que recebemos".
Apoiamos por isso a perspectiva daqueles que, longe de folclorismos exóticos que vêem nos animais ou nas coisas direitos que não vêem nos homens, conhecem a importância do meio ambiente para a preservação da nossa vida, da qualidade e dignidade dela, e lutam pela defesa dessa parte do nosso património, como outros combatem pela preservação das outras realidades da nossa circunstância, e que definem o que somos - sempre um ser em situação.
Seja a nossa língua e cultura, sejam as nossas instituições de enquadramento tradicionais, a família, a nação, os agregados regionais, os traços identitários que nos definem - numa palavra, tudo o que mantém vivas as raízes e assegura a vitalidade e o futuro da comunidade.

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Combater, sempre 

"Há frases que são como chaves ou orientação. Há frases que são divisa e norma de vida, que são expressão de toda uma atitude, significado de todo um universo. Por isso, devemos tê-las sempre presentes, repeti-las mil e uma vezes, trazê-las sempre na memória, no afecto, na acção, martelá-las constantemente para que as gentes se repassem delas. Uma dessas frases iluminadoras e criadoras é a afirmação de Nietzsche: "O mundo só tem o sentido que nós lhe dermos".
Nesta hora confusa e turbulenta, nesta época demissionária e mentirosa, neste globo enlouquecido e tomado pela inversão de valores, nós precisamos de avançar, firmes, e tornarmo-nos conscientes de que "o mundo só tem o sentido que nós lhe dermos".
Podem vir os comunistas, os materialistas dialécticos, as gentes da moda, as multidões como carneiros, podem vir falar-nos no sentido da História, na fatalidade, na irresistível marcha de um progresso materialista e subjugado às forças económicas. Nós sabemos que, contra a força da matéria, triunfará a força do espírito, sabemos que, contra a fatalidade da economia ou da moda ou duma avalanche de acontecimentos, se levanta o comunicante e criador fogo do ideal e da vontade, sabemos que, contra a bruta imposição da quantidade, surge, a resistir-lhe ou a transformá-la e orientá-la, a qualidade. "O mundo só tem o sentido que nós lhe dermos".
(GN)

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segunda-feira, dezembro 14, 2009

Antologia Poética de Rodrigo Emílio 




Antologia Poética de Rodrigo Emílio
São 294 págs por 10€ PVP.
Os pedidos devem ser feitos para: areiasdotempo@gmail.com

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Liquidação da Livraria Büchholz 

Desde o dia 1 de Dezembro que se está a realizar a Liquidação Total dos stocks da extinta Livraria Buchholz, também conhecida como Livraria Alemã.
Esta iniciativa tem constituído uma excelente oportunidade para os leitores encontrarem livros únicos que são verdadeiras raridades, a preços únicos. O preço médio ronda os 3 euros.
A oferta é constituída por uma enorme diversidade, destacando-se em particular o stock de livros estrangeiros a preços únicos de liquidação. Os livros estão à venda a partir de 1€ .
A liquidação do stock irá decorrer apenas até ao próximo sábado, 19 de Dezembro , que será o último dia desta acção.
Há ainda muitos livros disponíveis dado que o stock em loja tem sido renovado com os livros que ainda estavam em armazém.
O horário de funcionamento é de 2ª feira a Domingo, das 10h00 às 20h00, nas antigas instalações da Livraria Buchholz, junto ao Marquês de Pombal, na Rua Duque de Palmela nº 4, em Lisboa.

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Um livro de Luís Bigotte Chorão: "A Crise da República e a Ditadura Militar" 

No dia 15 de Dezembro, pelas 18,30 horas, no PALÁCIO DO MARQUÊS DE LAVRADIO (campo de Santa Clara, Lisboa) - apresentação do livro "A Crise da República e a Ditadura Militar" de Luís Bigotte Chorão.
Trata-se de uma obra que procura "estudar o período aliciante, mas simultaneamente conflitual e aparentemente algo errático que se estabelece no final da 1ª República e que se prolonga durante a Ditadura Militar, onde depois começam a avançar as forças que vão controlar o País durante quase meio século."
A Sextante Editora convida para a apresentação do livro, que será feita pelos Professores Luís Reis Torgal, José Adelino Maltez e Fernando Rosas, na sala do antigo Tribunal Militar de Santa Clara, Campo de Santa Clara, em Lisboa.

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A investigação histórica de Riccardo Marchi 

O investigador e historiador italiano Riccardo Marchi, após cinco anos de pesquisa profunda e exaustiva sobre os movimentos nacionalistas radicais entre 1939 e 1974, dá-nos em dois livros essa panorâmica que é a prova real, factual e documental do ambiente da Direita radical ao longo de 65 anos do século XX.
Império, Nação e Revolução é a parte central da tese de doutoramento em História, editado pela Texto Editora, em cujas 440 páginas nos oferece uma panorâmica muito documentada através dos arquivos consultados como os da PIDE/DGS, da Legião Portuguesa e da Mocidade Portuguesa. PVP - 16,90€.
Folhas Ultras, a ser editado pelo ICS em Janeiro de 2010, corresponde aos dois primeiros capítulos da sua tese de doutoramento, onde aborda nas 254 páginas do livro, o papel dos jornais A Nação e Mensagem bem como da influência de Alfredo Pimenta com o seu magistério doutrinário. PVP - 15€.
Disponível na net:

A direita radical na Universidade de Coimbra. (1945-1974).

Recensão a Goffredo Adinolfi, Ai confini del fascismo. Propaganda e consenso nel Portogallo salazarista (1932-1944)

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domingo, dezembro 13, 2009

Boletim Evoliano 



Boletim Evoliano n.º8
editado pela Legião Vertical

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sexta-feira, dezembro 11, 2009

Procuremos as condições e o vocabulário da persuasão. 

O revezamento das gerações é inevitável. Conviria que ele fosse não só revezamento dos homens como, também, o do vocabulário e dos pontos de referência. A tradição a que estamos ligados é a da coragem, da lealdade, da fidelidade à palavra dada, da energia, da firmeza de carácter. 0 que estimamos e desejamos manter é, pois, uma certa imagem do homem. 0 que detestamos são as preocupações mercantis, a prioridade dada ao dinheiro pela nossa época, a estéril imagem puramente económica com que se nos apresenta a vida social, o anonimato e o tédio dos grandes formigueiros humanos, as nauseantes e vãs ideologias, as reivindicações mesquinhas e a pressão contínua e repugnante desta luta manhosa da existência colectiva. 0 que nós repudiamos é uma certa imagem da sociedade. A nossa escolha biológica é mais do que a defesa de uma raça; é muito mais vasta, é muito mais dramática. Sentimos profundamente a nossa condição animal, sentimo-nos profundamente mamíferos e obedecemos às leis não propriamente da nossa espécie mas do género a que pertencemos; estamos fundamente ligados a essas leis, queremos conservá-las; não queremos o formigueiro que nos constroem, não queremos a mutação para a colectividade de insectos superiores que o mundo moderno, colectivista ou liberal, nos prepara. Só desejamos regimes fortes pelo facto de eles imporem regras de salvação pública às forças de destruição e de escravização trazidas pelas modas científicas da produção; queremos que, para além da vida mecânica de escravos que nos reservam, por igual, a ideologia marxista e as normas da produção em série e em concorrência, haja um poder salvador, uma força suprema, que arbitre em favor da humanidade.

Estas perspectivas não são o resultado de uma meditação pessimista. Precisamente pelo contrário: é o facto de eu acreditar no futuro das ideias de que somos portadores que me leva a desejar que a sua apresentação se faça em termos de criar condições de diálogo. Saibamos aproveitar as lições do "blocus" eleitoral. E também dos modelos de que se servem os nossos adversários. “Conhecem o nosso programa?” - dizem os comunistas. E acrescentam: “Venham ver-nos. Nós conversaremos”. Procuremos, como eles fazem, as condições e o vocabulário da persuasão. Busquemos encarnar os interesses dos grupos sociais ameaçados ou incompreendidos; desenvolvamos ou criemos a solidariedade com o que existe; não sejamos mais apenas doutrinadores - porque a doutrina aborrece - nem nostálgicos - porque a nostalgia entorpece - mas procuremos lançar a âncora o mais possível na vida real, na vida local, na vida profissional, na vida sindical, para tecer desde já elos múltiplos e eficazes, pelos quais nos possamos tornar um dia a representação real de uma vaga de opinião pública.

MAURICE BARDÈCHE

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HOMO ECONOMICUS 

Há pelo menos uma convicção que as correntes ideológicas que actualmente se debatem pelo poder, das mais liberais às mais socialistas, não hesitam em partilhar. Pode chamar-se-lhe o primado da função económica.
Esse pressuposto condiciona depois todas as concepções sobre o Homem e sobre o Estado que tais ideologias difundem.
O Homem fica a ser irremediavelmente concebido como um produtor e um consumidor. Escapa a essas visões do mundo tudo o que nele é irredutível a essa dimensão – que é afinal aquilo que nele é específico, próprio, singular.
E quanto ao Estado, este é sempre visto à luz de fins, económicos, que nunca podem ser fins últimos, fins em si.
Aquilo que deveria ser apenas meio, instrumento, sai absolutizado, com esquecimento de tudo o mais.
Nada há nessas ideias que transcenda o estômago e a mercearia.

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Língua portuguesa 

Madre Língua portuguesa,
sombra dos coros divinos;
- Milagre da Natureza:
De rouca e surda rudeza
Erguida em sons cristalinos!

Língua santa, onde há, escrita,
esta palavra “Jesus”;
ou a ternura bendita
que nos diz: “Mãe” e palpita
na essência da própria luz.

Alta espada de dois gumes,
castelo das cem mil portas:
Língua viva, que resumes,
- rescaldo de tantos lumes! –
o génio das línguas mortas ...

Foste a leal companheira
dos meus avós: Quantas vezes,
- Tuba de oiro, à dianteira,-
junto a Deus, à sua beira,
chamavas os Portugueses!

Foste, a abrir-nos o caminho –
mais do que em mão de Gigante,
brônzea espada chamejante ...
- Ó Rola dentro do ninho!
ó Leão dilacerante!

Ouvi! - A Língua é Bandeira
da Pátria que reza e canta:
Bendito quem, - entre tanta
De altiva cor estrangeira, -
à luz do Sol a levanta!

António Correia de Oliveira, “A fala que Deus nos deu”

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A esquerda festiva e a direita catita 

Se nada existe de superior ao Indivíduo, como sempre acreditou certa direita, então não há como fundamentar a imposição de regras e condutas que não sejam o resultado livre da vontade dele - tal como proclama certa esquerda.
Comportamentos sexuais, uniões pessoais, hábitos de consumo, tudo pertence à esfera íntima e pessoal de cada um.
E se isto é certo, como acredita a tal esquerda, o que não tem lógica é insistir na mania do socialismo, que releva da preocupação da justiça social - como basear essa ideia de justiça, se não existem valores, senão as particulares e subjectivas representações que disso tenha cada Indivíduo? E como justificar a luta por tal modelo concreto, no seu impulso moralizante, perante a liberdade das vontades que eventualmente o rejeitam?
Em resumo: na sua admiração pelo Indivíduo e pela liberdade apresenta-se plenamente coerente a posição da esquerda louçã nas matérias de costumes, da chamada agenda social - seja a droga, seja o aborto, sejam as uniões de facto, sejam os direitos de homossexuais, seja lá o que for. O que não bate certo é o projecto de imposição ao colectivo dos tais seres livres de um modelo definido de sociedade que é dado à partida como justo e a que os interesses e vontades individuais terão que submeter-se - apesar de não se conhecer valor independente e superior a tais vontades.
E por outro lado, no campo da direita catita com assinatura na Independente e estágio nos bares do Príncipe Real, se nada existe a legitimar a sujeição do Indivíduo a normas que ele rejeita, por ser ele o supremo valor e ser soberana a liberdade, compreende-se a rejeição do socialismo, quadro rígido a cercear a livre expressão do agregado voluntário de indivíduos que a sociedade seria - e do mesmo passo decorre a aceitação do essencial do pensamento atrás exposto como a "agenda social" da tal esquerda festiva. Onde se iria apoiar a construção de uma Ética, negando desse modo o lugar cimeiro do Indivíduo a ela sujeito?
Nada trazem de novo portanto os cronistas que nestes últimos tempos têm provocado, a meu ver sem justificação, alguma agitação no chocho debate de ideias que de quando em vez anima as redacções da capital.
Tudo está certo, coerente e lógico. Com o rótulo de "nova direita" ou outro qualquer, têm razão os injustiçados teorizadores. Daqui lhes expresso a minha aprovação plena.
E mais digo, que o pobre casamento ideológico entre a visão da sociedade e dos costumes que tem sido defendida pela esquerda festiva e a concepção do homem, dos valores e da organização social que é própria da citada direita apresenta-se em tudo como um casamento natural e equilibrado, que decorre das posições conhecidas das partes e não de qualquer inovação.

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sábado, dezembro 05, 2009

Convívio em Portalegre 


Inscrevam-se junto da organização:
E-mail colombiapeixoto@hotmail.com
Telemóveis 917459245 - 969389258

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quarta-feira, dezembro 02, 2009

Identidade - José Campos e Sousa 


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Cidade Mar - José Campos e Sousa 


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O PNR no 1.º de Dezembro 

O Partido Nacional Renovador (PNR) participou pela primeira vez oficialmente nas comemorações oficiais do 1.º de Dezembro, estando o seu presidente, José Pinto-Coelho, na tribuna de honra e depositando uma coroa de flores no monumento aos Restauradores.
A avaliar por notícias como esta, o facto causou algum incómodo aos do costume. No entanto, em vez de se interrogarem por que o PNR participou nas cerimónias oficialmente, não deveriam interrogar-se por que, enquanto partido nacionalista, só agora participou?
(in Pena e Espada)

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Causa Identitária saúda dia da Restauração 

( Comunicado de 30/11/2009 )

A Causa Identitária saúda todos os Identitários em particular e portugueses de um modo geral na passagem de mais este aniversário da Restauração.
Contrariamente ao que muitos apregoam, o exemplo que nos dá esta importante data histórica permanece, mais do que nunca, actual. Numa altura em que muitos portugueses, vendo o País a afundar-se, a falta de valores a instalar-se e a perda da nossa Identidade e liberdade enquanto Povo a consumar-se, resolvem baixar os braços dizendo ser “impossível” inverter este processo de decadência, a Causa Identitária recorda e homenageia os apenas 40 conjurados que, não olhando à falta de meios nem ao pessimismo e imobilismo reinantes, foram capazes de restaurar a independência de Portugal graças à sua coragem e determinação naquele dia 1 de Dezembro de 1640.

A Comissão Executiva da Causa Identitária

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terça-feira, dezembro 01, 2009

Atenção: liquidação total da livraria Buchholz 

Sob a designação de “Livros Únicos s Preços Únicos”, a partir do próximo dia 1 de Dezembro, na extinta Livraria Buchholz, também conhecida como Livraria Alemã, vai-se realizar uma Liquidação Total dos stocks existentes na loja.
Esta iniciativa constitui uma oportunidade única para encontrar livros únicos que são verdadeiras raridades, a preços imbatíveis. A oferta é constituída por uma enorme diversidade (dezenas de milhares de livros), destacando-se em particular o stock de livros estrangeiros a preços únicos de liquidação. Os livros estarão à venda a partir de 1€.
Esta acção irá decorrer durante o mês de Dezembro, de 2ª feira a Domingo, das 10h00 às 20h00, nas antigas instalações da Livraria Buchholz, junto ao Marquês de Pombal, na Rua Duque de Palmela nº 4 em Lisboa.

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