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quinta-feira, agosto 31, 2006

Recomendam-se hoje 

O magnífico Dragoscópio, e mais O Povo, o É a Hora!.

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“Reforma da Acção Executiva” - discreta privatização da Justiça 

PNR, Quinta, 31 Agosto 2006:

O PNR defende com determinação a real independência do Poder Judicial, bem ao arrepio das pressões de todos os governos para o condicionar. Encaramos com preocupação o crescente descrédito dos Tribunais, a paralisia do sistema judicial, as campanhas terroristas dos média com julgamentos na praça pública.
Defendemos, pois, uma Justiça rápida e eficaz para todos os Portugueses! Célere sim; mas não celerada!
Na febre de "reformas" que têm afectado a Justiça - como aliás outros sectores, destacando-se a Educação, sempre com resultados “brilhantes”... - caiu-se, de reforma em reforma, na situação actual: caos e desorganização do sistema judicial.
Simples incompetência? O PNR não acredita em acasos...
Exemplo paradigmático daquilo para que alertamos, é a chamada “Reforma da Acção Executiva”.
Apresentada, como de costume, como um grande benefício – “maior rapidez e maior eficácia” - na verdade, esta redundou apenas num serviço prestado à Banca, Seguradoras e grandes grupos financeiros.
Como? É o que nos propomos analisar.
O Decreto-Lei 38/2003 de 8 de Março começou por criar uma nova figura no mundo judiciário, à semelhança aliás do que já existia noutros países europeus: o Solicitador da Execução (artigo 808º do Código do Processo Civil). A ele, são atribuidas genéricamente todas as antigas funções anteriormente realizadas pelo Estado por intermédio do Oficial de Justiça.
Chama-se a isto, do nosso ponto de vista, a privatização do Direito Executivo!
E aqui começa a primeira perversão do sistema: a figura do solicitador da execução – a tal que visava rapidez e eficácia - só funciona com uma estrutura por detrás.
Imaginemos, por exemplo, que um cidadão comum quer executar um crédito de 3 mil euros... Começará por contratar um advogado. Este ou tem um solicitador da execução a trabalhar com ele, ou pede ao Tribunal que nomeie um.
Logo aparece a conta do solicitador da execução, a pedir o pagamento de uma quantia, antes ainda da realização da diligência. Aproveita ainda para avisar que, além dos meios de transporte, o exequente terá que se preocupar em arranjar um armazém para guardar os bens penhorados e pagar esse depósito, que pode levar anos!
Fácil é de ver que o processo foi feito á medida dos grandes grupos económicos, que têm inclusivé solicitadores da execução como funcionários e uma vasta estrutura logistica de suporte.
Acresce que o processo executivo sofreu medidas "simplificadoras" que se traduziram na diminuição das garantias de defesa do executado, sendo actualmente a execução, sem despacho liminar do juiz e citação prévia a regra, conforme se pode alcançar do estipulado nos artigos 812-A e 812-B do Código do Processo Civil.
Se juntarmos a esta "simplificação" a realidade de que a execução, de facto, acaba por ser feita por funcionários do exequente - em geral, Bancos e empresas financeiras - o PNR constata qual a noção de imparcialidade e justiça dos nossos governantes...
Quanto aos meios de defesa do executado, previstos nos artigos 817º e seguintes do Código do Processo Civil, em regra não suspendem a execução - como aliás já sucedia anteriormente - mas saem substancialmente diminuídos perante o facto da penhora ter sido efectuada previamente.
Não é este tipo de Justiça privatizada(!), ao serviço do capital, que o PNR defende!
O PNR defende uma justiça rápida – mas não à pressa para benefício dos poderosos – que seja igual para todos os Portugueses!
O PNR propõe que se reveja de imediato a aplicação da chamada “reforma da acção executiva”, que aliás, passados 3 anos, nada provou em termos de benefícios.

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A ler: Sócrates, bombas e CIA 

Neste post trataremos da questão da ponte aérea de munições e equipamento militar dos EUA para Israel, através da Base das Lajes, e ainda dos voos da CIA por esta base portuguesa.
(...)
A inconsistência com a realidade dos patéticos desmentidos governamentais soma-se à promiscuidade dos media servis ao Governo, cúmplices no silenciamento das questões incómodas, sejam a colaboração de Portugal na ponte aérea militar de emergência para Israel, sejam os voos da CIA, sejam as questões duras da política nacional.

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quarta-feira, agosto 30, 2006

O Club de l'Horloge e a "preferência nacional" 

Em 1974 foi fundado, em França, o Club de l’Horloge. Influenciados parcialmente pela Nova Direita (embora, oficialmente, o não assumam) e dividindo alguns dos seus membros com o GRECE, o clube estabelecerá um caminho próprio desde muito cedo. Ao contrário do que sucedeu com a maior parte das organizações da Nova Direita o Club de l’Horloge entrega-se com maior dedicação à tarefa de estabelecer uma aliança entre o nacionalismo e a economia de mercado.

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Atendedor de chamadas 

A mensagem seguinte é neste momento muito popular entre os utilizadores de telemóvel de Bagdad: "Neste momento não é possível atender a sua chamada porque fui vítima de um atentado ou fui raptado."

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O estado do Estado 

Começo este artigo com uma citação interessante de Alain de Benoist, que caracteriza muito bem o pensamento moderno: “O pensamento único é cada vez mais único e cada vez menos um pensamento”.

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terça-feira, agosto 29, 2006

O destino do nacionalismo português 

(...)
Em que consiste então essa doutrina política a que chamo nacionalismo? Importa começar por responder a essa questão. Devo dizer que na resposta obedeço a várias preocupações diferentes, mas que entendo serem importantes: por um lado, respeitar os princípios, a lógica, os imperativos de Racionalidade e clareza que devem presidir a qualquer tentativa de definição; por outro, não ultrapassar o conceito, ou seja, não incluir na definição de nacionalismo algum elemento que lhe não seja essencial, e que serviria apenas para afastar quem nesse elemento se não reconhecesse, sendo embora inequivocamente nacionalista. Escusado será dizer que preocupação que não tenho é a de ser original; exponho as ideias porque as julgo correctas, não por serem “minhas”.
Tenho assim por ponto assente que nacionalismo é a doutrina que proclama a Nação como o valor supremo na ordem temporal. Nem os partidos nem as classes, nem os indivíduos: a Nação. A ela, como ente moral que sobrepassa no tempo as várias gerações, possuidora de um destino e interesses próprios, se têm que submeter todos os particularismos dos variados grupos, instituições ou indivíduos que num dado momento a compõem. A Nação é uma unidade de destino no universal; nela se encontram e se justificam os destinos próprios de cada um dos que a constituem. A ela, como valor, devem todos os que dela fazem parte prestar um permanente tributo, concretizado no serviço, no sacrifício, na fidelidade.
Mas, se a nação é uma comunidade de destino no universal, nesse plano do universal se encontram e se legitimam também as nações dos outros, e por isso não é demais sublinhar que o nacionalismo não se confunde com xenofobias ou patriotismos estreitos; o nacionalismo é uma visão do mundo inequivocamente universalista.
Postulando o primado da nação, o nacionalismo vai fazer decorrer daí uma série de consequências lógicas, designadamente no que se refere à organização política da mesma nação. Partindo de um princípio unitário, exortando os homens à união em prol do destino comum, valorizando o uno, a doutrina nacionalista repele naturalmente todas as concepções filosóficas, ou simplesmente teorias políticas, que traduzem uma posição fragmentária, divisionista, atomista e desagregadora, nas questões que se prendem à representação e à organização políticas da nação.
Desta forma o nacionalismo não pode deixar de se definir, pela negativa, como decididamente anti-democrático, anti-liberal, anti-comunista, anti-individualista. Estas negações não são meros acidentes historicamente datados, mas antes consequências inultrapassáveis da sua própria essência, negações que ele não pode afastar sob pena de se afastar de si mesmo.
Resulta assim claro que, na minha maneira de ver, os pontos doutrinários atrás expostos se por um lado possibilitam uma adesão de larguíssimos sectores do pensamento, de pessoas e correntes muito diversas, por outro não são de forma alguma tão elásticos que permitam a complacência com fórmulas confusionistas, ocas e palavrosas, do género “nacionalismo liberal”.
Chegados a este ponto, já os pacientes que submeto à minha palestra estarão a pensar que nacionalismo assim como o descrevo é coisa que por cá actualmente se não vê. Efectivamente, forçoso é reconhecer que no presente panorama político português o campo nacionalista está desertificado. Realmente, uma doutrina política, porque é política, tem por vocação o poder: seja influenciá-lo, seja exercê-lo, seja combatê-lo, seja conquistá-lo se o não possuir. E só têm influência política as doutrinas que actuam politicamente, por intermédio dos seus seguidores.
Assim sendo, é insofismável que o nacionalismo português não tem existência política, não se manifesta, não age politicamente. A nossa doutrina apenas subsiste em núcleos que lhe guardam os princípios, que procuram manter algumas publicações e que se entretêm em actividades meramente internas. O nacionalismo politicamente actuante e organizado, representativo do país real e lançado à conquista do país político, isso não existe. E desse facto resulta que os nacionalistas se têm que resignar a em nada influenciar os acontecimentos ou o devir políticos.
A verdade é que a implantação de uma força política nacionalista no país que resistiu a Abril terá de ser obra de uma nova geração, uma geração aparecida depois do desastre. E essa geração ainda não se afirmou, ainda tem à sua frente todo o caminho que é seu dever percorrer. O apelo mais poderoso que se lhe pode fazer é esta constatação que o destino de Portugal será aquilo que nós formos capazes de fazer. Temos que ser capazes de levantar uma alternativa nacional ao regime que nos tem desgovernado; temos que começar a organizar a oposição, ser a voz dos que não têm tido voz, representar as forças e os interesses do país profundo, fortalecer as instituições que constituem a ossatura moral da nação, preparar activamente a reconstrução e dignidade desse organismo vivo que é a nossa Pátria.
Na acção se forjará o projecto, a proposta concreta que trazemos ao nosso Povo; o que não podemos é ter medo de falar com ele, não podemos continuara virarmo-nos para dentro e esquecer qual é o projecto e o objectivo.
Esse trabalho cabe-nos a todos, e já começou. Ninguém tem o direito de se dispensar. Pela palavra e pela acção, cada nacionalista tem que militar na difusão da doutrina que lhe deve ser familiar. O sentido da propaganda, de que são mestres os nossos inimigos, tem que estar mais e mais presente nas nossas hostes.
Fazer propaganda, organizar-se, difundir activamente as publicações que veiculem as nossas ideias, dar um exemplo constante de crença firme em outros princípios e de rejeição intransigente do sistema que nos domina, tais são mandamentos que todos os nacionalistas deveriam ter sempre em mente.
O regime apresenta característicos sinais de desagregação. A putrefacção apoderou-se de todas as suas estruturas. Mas não irá desaparecer de cena, por algum alçapão da história, por sua própria iniciativa. Se nada puser cobro a isto, continuará indefinidamente esta trágica palhaçada dos que entram e dos que saem sem que nunca alguém note a diferença. E os portugueses terão que continuar a esfolar-se para viver numa terra onde não arranjam casa nem emprego e onde a inflação lhes consome tudo o que conseguem ganhar, enquanto os seus políticos se divertem com várias eleições ao ano e com governos ao semestre, como tem acontecido nestes últimos anos.
Não temos portanto o direito de esperar mais tempo. É a hora de nos empenharmos sem reservas no combate ao que tem vigorado. Para isso é preciso inflamar o país na chama de um nacionalismo renovado, que una as forças vivas da nação num projecto de regeneração que possa atrair o consenso de todos os que não possuem interesses na manutenção da actual situação. E quase todos preenchemos essa condição.
A história demonstra que o empreendimento é possível. Com homens, com força de vontade inquebrantável, os meios aparecem. O que é preciso é que sejamos suficientemente entusiastas para lutar pelo que desejamos e suficientemente lúcidos para não esperar a vitória já para amanhã. E espalhar os princípios, a doutrina, que é a nossa maior força. As nossas ideias são simples e claras, as dos inimigos complicadas, contraditórias e confusas; as nossas são naturais, as deles são efabulações de teóricos divorciados da vida. Por toda a parte essas ideologias se encontram em refluxo, confrontadas com os seus próprios fracassos, resultados das contradições que desde o início as caracterizavam. Não devemos pois ter medo da batalha das ideias; antes temos que proceder na certeza de que a cultura, o povo e a juventude, são os melhores aliados no combate a travar. Só a nossa doutrina possui a poesia e o idealismo bastantes para aquecer as almas dos jovens; só ela contém o realismo, a autenticidade, a verdade suficientes para captar o apoio do povo que trabalha e produz.
Se travarmos de imediato a batalha pelo domínio dos aparelhos de condicionamento cultural, e vencermos aí onde tradicionalmente sempre perdemos, nos jornais, nas universidades, entre os intelectuais, na conquista dos espíritos, estou convencido que estarão criadas todas as condições para que naturalmente nasça e se ponha em marcha o movimento que trará a revolução que nos falta. Um movimento que nascerá assim da derrota e da traição, da amargura e da revolta, mas que terá em si as sementes da esperança, o fermento da construção, alimentado por esta insatisfação com a Pátria que se ama e não se tem. Este movimento nacionalista que temos de erguer em conjunto é a bandeira que se levanta pela Pátria, pelo Povo, pelo Pão, pelo Trabalho, pela Justiça.
Será um nacionalismo activo e dinâmico, pleno de juventude e alegria, contagiando a nação inteira com o entusiasmo e a confiança de quem cumpre uma grande missão; um nacionalismo popular, atento às necessidades e aos problemas do povo, permanentemente solidário com os que clamam por justiça; um nacionalismo do nosso tempo, sintetizando em harmonia perfeita as verdades eternas da tradição com a forma e o rosto que a modernidade lhes exige; um nacionalismo forte e viril, transbordante de vigor e energia, espalhando pelo exemplo a esperança e a fé num Portugal melhor; enfim, um nacionalismo que seja a expressão orgânica do descontentamento nacional, capaz de acordar nos portugueses aquele espírito heróico que os conduziu nas grandes tarefas históricas. Nenhum esforço colectivo será fértil, nenhuma gesta vitoriosa, se não soubermos criar a atmosfera adequada, se não comungarmos todos numa temperatura espiritual elevada, que fortifica os ânimos e torna os homens inacessíveis ao desalento.
Os povos, como os homens, precisam de quem os estimule, de quem os esclareça, de quem os comande; o nacionalismo português tem que fornecer à nação aquela chama, aquele suplemento de alma, sem a qual ela não poderá superar a crise em que se encontra mergulhada, e que é sem dúvida a mais grave de toda a nossa história.
Essa missão imensa, essa tarefa hercúlea, compete aos nacionalistas portugueses cumpri-la; essa a nossa honra; esse o destino do nacionalismo português.

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segunda-feira, agosto 28, 2006

Atlântico: novo número 


Uma revista da direita catita e jeitosinha. Não há esquerda que não se derreta aos seus encantos.

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Para ler 

"Colaboração do Governo na ponte aérea de emergência de munições para Israel".
(Boa malha, Do Portugal Profundo).

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Prognóstico (antes do jogo) 

Querem saber como se vai resolver o imbroglio futebolístico em curso?
Muito simples! Vem aí o alargamento. Ficam todos a jogar na Superliga. Vamos ter um primeiro escalão com 18 clubes!

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Deutschland Uber Alles

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The Glory of National Socialist Germany

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Panzerlied

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domingo, agosto 27, 2006

A Portuguesa

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Passos para a paz 


Desenho de CHARD

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sábado, agosto 26, 2006

O Condado 

Uma aventura a quatro. A esperança sebastianista.

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PRINCEPS PATER PATRIAE EST 

"Rex non debet esse sub homine, sed sub Deo et sub lege, quia lex facit regem"

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Aliquisne domum est? 

Mais um na carneirada, daqueles que não querem ser mais um na carneirada!

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sexta-feira, agosto 25, 2006

Mais blogues em boa forma 

Batalha Final, O Povo, Reverentia Lusa.
Não podemos mais ficar calados! Quem cala consente! Deixar o monopólio da palavra a quem tem beneficiado dele há tanto tempo é a certeza de tudo continuar na mesma.
Que ninguém mais permita a usurpação da voz do povo: a blogosfera desafia todos a que marquem presença, e que digam em voz alta o que há tanto murmuram em voz baixa.
Vinde reforçar a blogosfera nacional!

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quinta-feira, agosto 24, 2006

Roteiro do dia 

Alguns blogues com actualizações a não perder:

Alma Pátria
A Voz Portalegrense
Democracia
Jardim do Arraial
Nova Via
Reverentia

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quarta-feira, agosto 23, 2006

Saudosismo 

Se bem me lembro, Pascoaes explicou que a saudade é uma velha recordação que se actualiza num novo desejo.
Essa dimensão futurante e criativa da saudade queria eu despertá-la em quantos, e muitos são, podem partilhar as recordações que aqui se expõem.
Que do fundo da nossa alma saudosa arranque a energia que nos leve às novas Índias por descobrir.
Portugueses, pelo sonho é que vamos!

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Portugal Sempre 


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Movimento Nacionalista 


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ORDEM NOVA 


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António José de Brito 


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Lembrança do Verão Quente 


A coragem, quando ela era precisa.

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segunda-feira, agosto 21, 2006

Geopolítica 

O portal GEOSTRATÉGIE é realmente inestimável: um manancial à disposição de quem procura a informação política, histórica e estratégica que explica a actualidade internacional.
Leia-se este magnífico artigo de Gilles Munier, sobre as questões de que nunca se fala na grande imprensa mundial (chamo a atenção para a importância do problema da água na análise e compreensão das linhas de força da actuação da entidade sionista).

Le Hezbollah, rempart contre Israël
La bataille du Litani
Quels sont les véritables objectifs israéliens au Liban? Toujours les mêmes: démembrer le pays, créer un Etat chrétien vassal, occuper les rives du fleuve Litani. Les plans «Grand Moyen-Orient», et plus récemment «Proche-Orient nouveau», donnent l’opportunité à Israël de redessiner ses « frontières», comme les ont rêvé ses fondateurs.
Le mouvement sioniste n’a jamais accepté le partage du Proche-Orient effectué par la Grande-Bretagne et la France aux lendemains de la Première guerre mondiale. La déclaration Balfour de 1917 promettant la création d’un «foyer national pour le peuple juif» en Palestine, ne suffisait pas. Les dirigeants sionistes voulaient en dessiner la carte. Ils réclamaient les deux rives du Jourdain, sa source, et le Litani. Le 29 décembre 1919, Haïm Weizmann – Président de l’Organisation sioniste mondiale – demanda à Lloyd George, Premier ministre britannique, que le futur Etat «englobe la vallée du Litani sur une distance de près de 25 miles – soit environ 40 km - en amont du coude, ainsi que les flancs ouest et sud du Mont Hermon ». A la conférence de Versailles, non seulement Georges Clemenceau refusa – le territoire réclamé faisait partie de l’accord Sykes-Picot, encore tenu secret - mais il intégra le Djebel Amel, et le Litani, dans le «Grand Liban» créé sous mandat français. Depuis, Israël n’a jamais laissé en paix les habitants du sud du Liban.

«Rétrécir le Liban»
En 1937, Levi Eshkol – futur Premier ministre israélien – créa Mekorot, une agence chargée de contrôler les ressources hydrauliques en Palestine, financée par l'Agence juive et le Fonds national juif (Kéren Kayémeth Leisraël), un organisme constitué en 1921 pour acheter des terres arabes pour les colons juifs. En 1940, Yossef Weitz, directeur Fonds national juif, écrivait: «Il faut expliquer à Roosevelt, et à tous les chefs d'Etats amis, que la terre d'Israël n'est pas trop petite si tous les Arabes s'en vont, et si les frontières sont un peu repoussées vers le nord, le long du Litani, et vers l'est, sur les hauteurs du Golan."(1)
Les premières agressions du sud du Liban eurent lieu dès 1948. La Haganah – ancêtre de «Tsahal» - occupa plusieurs villages du Djebel Amel, massacrant une centaine d’habitants. De 1949 à 1964, on dénombra 140 agressions israéliennes dans cette région, plus de 3000 entre 1968 à 1974! (2)
Pour les politiciens israéliens – d’extrême droite ou travaillistes – la guerre israélo-arabe de 1948 ne sera terminée - au nord – qu’après la prise du Litani. Dans l’esprit de David Ben Gourion, les frontières du Grand Israël – Eretz Israël - étaient toutes provisoires. Les seules qui comptaient, étaient celles décrites dans la Bible… Concernant le Liban, on lit dans son Journal, à la date du 21 mai 1948: «La suprématie musulmane dans ce pays est artificielle, et peut aisément être renversée ; un Etat chrétien doit être instauré dans ce pays. Sa frontière sud serait le fleuve Litani».
Le 27 février 1954, dans le bureau de Moshé Sharett – alors Premier ministre israélien - Ben Gourion et le général Moshé Dayan envisagèrent d’envahir le Liban pour y créer un Etat chrétien. Dans ses Mémoires (3), Sharett écrit qu’il n’était pas d’accord avec les plans de ses interlocuteurs. Il les trouvait « insensés ». Ben Gourion le relança le jour même, par courrier, pour le faire changer d’avis et le convaincre de «rétrécir» le Liban (4: «C'est peut-être le moment de créer un État chrétien dans notre voisinage. Cela signifie que, cette fois, toute l'énergie et tous les moyens doivent être employés dans ce but et que nous devons agir dans toutes les directions pour provoquer un changement radical au Liban».
Moshé Dayan, chef d’Etat major, revint à la charge le 16 mai 1954. Il proposa à Sharett de «soudoyer un officier (libanais) qui accepterait de servir de marionnette afin que l'armée israélienne paraisse répondre à un appel pour la libération du Liban de ses oppresseurs musulmans». Après, «l’armée israélienne investira le Liban, occupera le territoire nécessaire et installera un régime chrétien susceptible de devenir l’allié d’Israël. Israël annexera en bloc le territoire libanais qui s’étend du fleuve Litani jusqu’au sud du Liban…» (5). Nouveau refus. Un projet pour le détournement de 400 millions de mètres cubes d'eau du Litani aurait néanmoins été proposé selon Ghassan El Ezzi, spécialiste du Moyen-Orient (6).
David Ben Gourion avait de la suite dans les idées. En octobre 1955, il a suggéré à Guy Mollet, Président du Conseil français, et à Christian Pineau, ministre des Affaires étrangères, de profiter de l’expédition de Suez – en préparation en Israël sous le nom d’ «Opération Kadesh» - pour instaurer un «ordre nouveau» au Liban. Il voulait dans la foulée démembrer la Jordanie et y installer les réfugiés palestiniens sur une portion du territoire. Les Français refusèrent (5).

Des guerres de l’eau
En juin 1967, la guerre dite «des six jours» - permit à Israël de réaliser un des vieux objectifs du mouvement sioniste: occuper le plateau syrien du Golan, riche en ressources hydrauliques. La Syrie en libéra une partie en 1973, mais ne put empêcher la Knesset de décréter l’annexion du restant le 14 décembre 1981. Son sous-sol représente aujourd’hui le tiers des réserves en eau de l’Etat hébreu. Damas en réclame en vain la restitution, s’appuyant sur une résolution de l’ONU déclarant la décision israélienne «nulle et non avenue». Mais, comme aucune résolution internationale condamnant Israël n’est appliquée – le site Internet pro israélien WorldNetDaily en a décompté 97, rien qu’entre 1948 et 1991! - comme aucune sanction n’est jamais prise contre l’Etat hébreu, on voit mal comment la libération du Golan pourrait se faire autrement que par les armes.
Le 14 mars 1978 eut lieu la première grande invasion israélienne du Liban. L'opération «Litani», lancée officiellement pour repousser de l’autre côté du fleuve les organisations palestiniennes implantées au sud du Liban. Le retrait des troupes israéliennes exigé par la résolution 425 de l’ONU du 19 mars 1978, ne sera pas total. Les Israéliens créeront une petite «zone de sécurité» en territoire libanais avec l’aide du Major Saad Haddad, chef d’une milice anti-palestinienne, dans le rôle de «l’officier acceptant de servir de marionnette», comme disait Moshé Dayan. Elle permettra à Israël – c’était un des buts de l’opération - d’utiliser à satiété les eaux du Litani, comme l’ont constaté des observateurs de la FINUL (Force intérimaire des Nations Unies au Liban).
En février 1982, Oded Yinon – haut fonctionnaire du ministère israélien des Affaires étrangères - publia dans la revue Kivounim (Orientations) de l’Organisation sioniste mondiale, un article qui fait date. Il décrit ce que doit être la politique d’Israël dans les années 80-90: démanteler les pays arabes – Egypte, Syrie, Irak - «sur la base de critères ethniques ou religieux», diviser le Liban en cinq provinces. On dit que le plan de remodelage du Proche-Orient de George W. Bush en est largement inspiré.
En juin 1982, nouvelle agression du Liban. L’opération «Paix en Galilée» est déclenchée par Menahem Begin, comme toujours dans un but défensif. Il s’agissait encore cette fois de «repousser les katyushas à 40 kilomètres de la frontière». En fait, les Israéliens voulaient chasser l’OLP du Liban et investir Beyrouth pour y installer au pouvoir un «Quisling local». Ariel Sharon l’a avoué neuf mois plus tôt au journaliste pacifiste israélien Uri Avnery (7).
La résistance libanaise – personnifiée par le Hezbollah – obligea Israël à battre en retraite. Entre 1985 et 2000, les Israéliens maintiendront avec beaucoup de difficultés une nouvelle «zone de sécurité» de huit à quinze kilomètres de profondeur le long de la frontière israélo-libanaise. Ils en confieront l’administration au successeur de Haddad, le lieutenant-général à la retraite Antoine Lahad, Mais, la guérilla du Hezbollah obligea finalement Ehoud Barak, Premier ministre travailliste, à évacuer l’enclave en juin 2000 et à surseoir… au détournement du cours inférieur du Litani vers le Jourdain. Toutes les infrastructures liées au barrage de Qaraoun sur le fleuve avaient été préalablement sabotées par l’armée israélienne. Ariel Sharon fit savoir que la construction d’une station de pompage sur le Wazzani, destinée à l’irrigation des terres agricoles autour de Marjayoun, serait considérée par Israël comme un casus belli.
Le bilan humain de «Paix en Galilée» est terrible: près de 20000 libanais tués et 30000 blessés. A Beyrouth, l’opération s’acheva par l’assassinat de Béchir Gemayel, chef des Phalanges propulsé Président de la République - qui tardait, dit-on, à reconnaître Israël - et par le massacre de Sabra et Chatila.

Assurer l’avenir du «royaume d’Israël»
En 1996, les ultra-sionistes israéliens et leurs correspondants américains - à moins que ce ne soit l’inverse - décidèrent de mettre un terme au processus de paix d’Oslo en présentant à leur ami Benjamin Netanyahu, Premier ministre, un nouveau plan de domination américano-israélien du Proche-Orient appelé «Une rupture nette. Une nouvelle stratégie pour assurer l'avenir du royaume (celui d’Israël dans sa version biblique)». Ses rédacteurs étaient: David Wurmser, Douglas Feith, Richard Perle, Eliott Abrams, des néoconservateurs influencés par les idées de l’orientaliste britannique Bernard Lewis, un de ceux qui ont le plus contribué à «israéliser» la vision du monde arabe et de l’islam aux Etats-Unis (8).
Tous les événements politiques qui se sont produits dans la région depuis, y sont programmés noir sur blanc: le renversement de Saddam Hussein, la Syrie chassée du Liban, la guerre actuelle contre le Liban et le Hezbollah, la désignation de la Syrie et de l’Iran comme responsables de la crise (9). Il ne manque dans le document que l’assassinat de Rafic Hariri! (10)…

«Le début de la fin pour Israël»
Rien ne sert de s’attarder longtemps sur le prétexte annoncé par Israël pour entrer en guerre. Il est faux, comme ceux utilisés lors des guerres précédentes. Selon le San Francisco Chronicle (21/8/06), l’opération en cours a été présentée aux Etats-Unis, il y a plus d’un an, à des militaires, des diplomates, des journalistes et dans des think-tanks. Ariel Sharon, salué à cette époque comme un «homme de paix», était encore aux commandes! Rien n’a changé depuis que Moshé Dayan a reconnu dans une interview au Yediot Aharonot qu’en 1967 les menaces syriennes sur la sécurité d’Israël étaient de la «foutaise». «Laissez tomber... », avoua-t-il au journaliste qui l’interrogeait: «Je sais comment au moins 80% de tous les incidents avec la Syrie ont commencé. Nous envoyions un tracteur dans une zone démilitarisée et nous savions que les Syriens allaient tirer». Il admettait que ce qui poussait l’Etat hébreu à provoquer la Syrie de cette manière, c’était «l'appât de la terre», l'idée qu'il est possible «d'accaparer une parcelle de terre et de la garder, jusqu'à ce que l'ennemi soit fatigué et nous l'abandonne» (11).
Les deux soldats israéliens capturés par le Hezbollah le 12 juillet 2006 faisaient partie d’un commando surpris en territoire libanais. Plusieurs dépêches d’agences - notamment l’Associated Press - l’ont annoncé. La chaîne MSNBC aussi. Puis, la version israélienne a prévalu: le Hezbollah les avaient kidnappés en Israël, la sécurité de l’Etat hébreu était menacée… Aucun journaliste ne s’est alors demandé pourquoi le char Merkava qui les protégeait, détruit par la résistance libanaise, était encore sur place au Liban, à Aitaa Al-Chaab. «Tsahal» n’arrivait pas à le récupérer (12).
Le plan «Grand Moyen-Orient» est entré dans une nouvelle phase sanglante. Qu’importe pour Condoleezza Rice les râles et les cris de douleur des Libanais. Ce sont, dit-elle, les premiers vagissements du «Proche-Orient nouveau» (13). On croirait entendre Madeleine Albright qui – avec la même inhumanité - disait que la mort d’un demi million d’enfants irakiens était un prix raisonnable à payer pour renverser Saddam Hussein.
George Bush, Ehud Olmert – et Jacques Chirac! - sous estiment la volonté de résistance du Hezbollah et du peuple libanais. Zbigniew Brzezinski, ancien conseiller du président Carter et directeur exécutif de la Commission Trilatérale, lui, semble inquiet. Il pense que l’usage de la force pour remodeler la carte du Proche-Orient peut mal tourner pour les Etats-Unis et Israël. Après les massacres de Qana au Liban, ou de Haditha en Irak, dit-il, le «Nouveau Proche-Orient» est, pour les Arabes et les Iraniens, synonyme «d’occupation, de carnage et de bain de sang». Si les Etats-Unis sont chassés de la région, ajoute-t-il, ce sera aussi «le début de la fin pour Israël» (14).

Notes:
(1) Journal, par Yossef Weitz - Tel-Aviv, 1965.
(2) Liban : Cette « bande » que veut Israël, par Stefano Chiarini - il manifesto.
(3) Journal, par Moshé Sharett, Ed. Maariv, Tel-Aviv 1978. Cet ouvrage n’a jamais été traduit en français.
(4) Lettre confidentielle de Ben Gourion, publiée en 1979, en annexe de ses Mémoires posthumes.
(5) Conférence de Sèvres organisée pour répondre à la nationalisation du Canal de Suez par le Président Nasser. Dans Histoire de ma vie, par Moshé Dayan – Ed. Fayard, Paris, 1976.
(6) L'eau du Liban, source de toutes les convoitises, par Gilles Labarthe, Le Courrier - 25/5/04.(7) Membre de l’organisation terroriste Irgoun dans les années 40, devenu dirigeant du mouvement pacifiste israélien et éditorialiste de Ha'olam Hazeh «Ce Monde». C’est un des plus fins analystes de la scène politique israélienne.
(8) Ancien membre du Bureau arabe du Foreign Office et des renseignements militaires anglais, aujourd’hui à l’Université de Princeton. Il est notamment l’auteur de The Middle East and the West, Indiana University Press, Bloomington, 1964). Le «choc des civilisations», popularisé par Samuel P. Huntington, est tiré de l’ouvrage.
(9) A Clean Break: A New Strategy for Securing the Realm
(10) Gilles Munier : Qui a assassiné Rafic Hariri (AFI-Flash du 21/2/05), et La piste interdite (AFI-Flash du 17/7/06).
(11) Yediot Aharonot, 27 avril 1997. Déclaration citée par Tanya Reinhart, professeur de linguistique à l'Université de Tel Aviv, dans «Déchaînement du Mal»
(12) Liban : le gros mensonge d’Israël et de l’Occident, par Ashoka
(13) Rice sees bombs as "birth pangs"
(14) Interview de Zbigniew Brzezinski, par Nathan Gardels

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domingo, agosto 20, 2006

Um pintor desconhecido 

Paintings by Adolf Hitler

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O Triunfo da Vontade 

Triumph of the Will- Nazi Germany


Estava a ver se via o Guenther Grass....

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Antiguidades 


De ontem para hoje.

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sábado, agosto 19, 2006

Ecos da blogosfera 

Regressaram de férias A Voz Portalegrense, o Horizonte, o Euro-Ultramarino.
Fez três anos o Último Reduto.
Saudemos a melhor blogosfera nacional!

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O Estado come mais 5,5 por cento... 

PNR, Sexta-feira 18 Agosto 2006:

Segundo os dados de execução orçamental divulgados pela Direcção-Geral do Orçamento, o défice do Estado aumentou 5,5 por cento até Julho, face ao período do ano anterior, totalizando 4,3 milhões de euros.
Algum espanto? Não! Só se poderiam espantar os poucos ingénuos que ainda acreditam em promessas eleitorais. Nessas mesmas que asseguram o não aumento dos impostos, sendo logo desmentidas por uma das primeiras medidas do governo, escudados por mil desculpas e razões de peso... pois claro! Como se não soubessem disso de ante-mão.
O nosso espanto, contudo, recái no motivo que leva tantas pessoas (mesmo descrentes e descontentes com estes politicos) a votar sempre nesses partidos.
Andam distraídos? Ainda têm alguma réstia de esperança neles? Gostam assim tanto de ser politicamente-correctas, a ponto de sacrificarem todo o resto? Ou gostam de sofrer, de fazer sacrifícios enquanto vêem, por exemplo, os bancos a engordarem desalmadamente à custa do endividamento das famílias?
É que além dos bancos, que se governam a si mesmos, também o próprio Estado (o que é bem mais grave!) se governa a si mesmo! Não é exclusivo e culpa única deste governo, nem do anterior. É de todos os governos, sucessivamente! Apesar de se criticarem “amargamente” entre si - num verdadeiro hino à hipocrisia - quando passam de governo a oposição, a verdade é que os partidos sentados na Assembleia da República – todos eles, poder! – comem na mesa do orçamento e sugam a Nação até ao limite.
O PNR, desde sempre, tem alertado para este estado de coisas: um Estado que não governa, antes, que se governa e desgoverna a Nação.
O problema não é, como dizíamos, do Governo Sócrates. É do próprio sistema! É deste sistema da destruição nacional. É deste sistema que enraizou profundamente nos seus detentores a mentalidade de "servir-se enquanto é tempo" (vulgo, saquear) em vez de servir. É deste sistema que enraizou, também, uma atitude de passividade e encolher de ombros numa boa parte do povo...
A política, em si mesma, não é má, nem o Estado é mau. A política que esteja, através do Estado, ao serviço da Nação, só pode ser boa e desejável. Mas um Estado, composto por políticos cuja mentalidade é governarem-se a si mesmos deixando o país à deriva e hipotecando o futuro das gerações vindouras e da Nação, não serve!
Já há largos anos que os próprios reconhecem que há um evidente divórcio entre o país real e a classe política (medíocre, mesmo muito medíocre!). Há largos anos que estes reconhecem que o Estado é gordo, balofo e macro-céfalo. Eles sabem-no, pois está cheio de boys, amigos, clientes... Aliás acusam-se entre si – quando se encontram no papel de opositores – de nada fazerem no sentido de remedearem a situação.
Ora, um diagnóstico por demais conhecido deveria ser suficiente para implementar medidas e claras intenções de correcção, nem que fosse por um mínimo de vergonha. Mas não! Tudo, não passa de palavras vãs para iludirem o povo...
Na verdade, se o Estado continua a engordar é porque estes políticos gostam de se tratar bem. Como não ganham vergonha, cresce a falta dela e o total despudor perante as mordomias e tropelias.
O Governo (mais uma vez) pediu sacrifícios aos portugueses e, no entanto, esses mesmos sacrifícios não foram aplicados ao próprio Estado.
Exigir aos outros é muito mais fácil do que exigir a nós mesmo, não é verdade, senhores governantes?
O Estado, mais uma vez, não dá o exemplo. E não é só uma questão de exemplo. É uma questão de princípio e de respeito pelo povo que (embora mal) os elegeu para governar. Mas, para além disso e sobretudo, é uma questão de responsabilidade! Os governantes são responsáveis perante toda uma Nação: pelo seu presente e pelo futuro que preparam!
Mas princípios e respeito é algo que não podemos esperar destes políticos e das suas políticas, mesmo daqueles que agora criticam, pois quando estão no Governo, fazem o mesmo.
Esperemos pois, que nas Legislativas de 2009 haja claros sinais de vontade de mudar... Mudar para a verdadeira alternativa ao sistema de destruição nacional, através do voto expressivo no PNR.

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quinta-feira, agosto 17, 2006

Narcoeconomia 

Já foi anunciado que este ano de 2006 a colheita de ópio no Afeganistão bateu todos os recordes conhecidos.
Este ano a produção é 40 % superior à que se verificou no ano passado.
Recorde-se que o Afeganistão é o maior produtor do mundo, e que isto significa que as sociedades ocidentais, desde a Rússia aos Estados Unidos, vão ser inundados com a heroína resultante dessa produção recorde, com todos os problemas daí emergentes.
E recorde-se mais: há alguns anos o Afeganistão já tinha ocupado a posição de maior produtor mundial. Depois vieram os talibans, e estes com o seu puritanismo religioso proibiram o cultivo da papoila do ópio. Com a repressão efectiva, conseguiram atingir uma produção praticamente nula, no ano de 2000.
Pode calcular-se o número e a força das inimizades que daí resultaram para os talibans por causa dessa proibição, se pensarmos um pouco na importância universal que hoje assume a narcoeconomia.
O que é certo é que esse regime veio a ser derrubado pela invasão americana, que colocou no poder os actuais governantes locais, saídos da Aliança que combatia os talibans - e muitos deles ligados aos senhores da guerra e barões da droga que antes dominavam extensas áreas do país, e as voltaram a controlar, reforçadamente, com a mudança do regime.
O que é verdade é que após o afastamento dos talibans a velha produção de ópio passou a prosperar, e a aumentar todos os anos até ao presente.
Quais as implicações profundas deste problema, no campo político, é matéria que dava para um grande livro.
Termino com uma só observação: os guerrilheiros talibans de hoje certamente não voltarão a combater o narcotráfico, nem a hostilizar os produtores de ópio. Devem ter aprendido a importância da questão. É preciso contar com isso.

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Marcelo revisitado 


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De Salazar a Costa Gomes 


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segunda-feira, agosto 14, 2006

O dever está chamando 


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domingo, agosto 13, 2006

Manifestação "pela Paz no Líbano" 

Comunicado do PNR, de Sábado, 12 Agosto 2006:

O Diário de Notícias, na sua edição de 12 de Agosto, anunciou que elementos do PNR estariam envolvidos na organização da manifestação "pela Paz no Líbano" marcada para o dia 16 de Agosto, às 18h30m, em frente à Embaixada de Israel em Lisboa.
Assim, o Partido Nacional Renovador vem, desta forma, esclarecer o seguinte:
- O PNR não está envolvido na organização dessa manifestação, mas compreende os motivos da mesma.
- O PNR não obriga nem tenta obrigar, ao contrário de outros partidos, os seus militantes a participar ou a deixar de participar em qualquer acto público e político, muito menos quando o objectivo é o de prestar solidariedade a um povo vítima de uma guerra que vai contra o direito internacional.
- O PNR não toma partido por nenhum dos lados do mas tem opinião sobre o conflito, obviamente, condenando os ataques que já vitimaram mais de mil pessoas, na sua maioria civis, incluíndo mulheres e crianças.
- O PNR acha muito estranhas as declarações de um dirigente do PCP, referindo-se ao PNR e a esta manifestação, dizendo que «um partido com 50 anos de ditadura na base da sua ideologia não tem moral» para participar nesta manifestação. É certo que um membro do PCP «não tem moral» para participar em qualquer manifestação anti-guerra mas enganou-se, o dirigente, porque a ditadura na União Soviética não durou «50 anos» mas sim perto de 70, sendo que a «ditadura do PREC» em Portugal durou muito menos mas fez estragos que serão lembrados pelo povo durante séculos.
- Estranhas foram também as declarações de Miguel Portas, do Bloco de Esquerda, dizendo que «a concentração será quase de certeza anti-semita». É que essa foi, precisamente, a acusação que os judeus, que se manifestaram em Lisboa exigindo um memorial por actos alegadamente ocorridos há 500 anos - ao contrário desta manifestação que é bem actual - fizeram a Francisco Louçã quando este se apresentou junto da mesma «como forma de solidariedade», a tal «solidariedade» a que os portugueses costumam chamar hipocrisia, aproveitamento político, e vontade de aparecer à força.

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sábado, agosto 12, 2006

Combate pela Justiça 


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sexta-feira, agosto 11, 2006

La Marseillaise 

La Marseillaise

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La France est en Péril! 

La France est en Péril ! (Version Longue)

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Le Pen Président 

Le Pen Président

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Entrevista a Nick Griffin 

Nick Griffin live on Sky

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Galloway interview about Israel Lebanon War 

Galloway interview about Israel Lebanon War, MUST SEE!!!

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David Duke 

David Duke Intro Video

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Jews and the Iraq War 

Jews and the Iraq War

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quinta-feira, agosto 10, 2006

Entrevista de José Pinto Coelho 

José Pinto Coelho concedeu uma entrevista ao Jornal de Leiria. Prevenindo a possibilidade de a mesma vir a desaparecer do site do referido jornal, decidimos publicá-la na íntegra e sem qualquer alteração.

Líder nacional da extrema-direita, de férias em S. Martinho do Porto, fala sobre o partido

À luz do facho

Criar o Ministério da Família e uma rede de infantários do Estado, defender as crianças contra a violência e a pornografia, e agravar as penas para os crimes de pedofilia e outros abusos de menores são algumas das propostas de José Pinto Coelho, líder do Partido Nacional Renovador, cujo símbolo é um facho

A marginal de S. Martinho do Porto, que já foi avenida Salazar, fervilha de gente de todas as classes sociais. Longe vão os tempos em que aquela estância balnear acolhia o ditador e as elites do antigo regime.
Enquanto bebe um trago de cerveja numa esplanada, José Pinto Coelho perscruta o horizonte com o seu olhar azul. Um olhar frio e inquisidor, distinto dos mil e um olhares de quem por ali pulula em gozo de férias. No entanto, tem a vida presa a um facho, símbolo do seu partido, que traduz "esperança, luz, calor e heroicidade". "Como o facho olímpico", afirma.
Quando olha o mar, não é pelo sonho que o faz. José Pinto Coelho tem mais que fazer. Fundador do Partido Nacional Renovador (PNR), único movimento da extrema-direita legalizado em Portugal, o seu grande objectivo é ser eleito deputado em 2009.
Partido recente, com pouca relevância eleitoral, o PNR tem andado ultimamente nas bocas do mundo, em manifestações contra o lobby gay, a imigração em Vila de Rei e no apoio às polícias.
"Há cada vez mais um divórcio entre o país real e a classe política. Os políticos queixam--se, mas são lágrimas de crocodilo. O desemprego aumenta em Portugal e os mais poderosos estão acima da justiça. As pessoas andam revoltadas", refere.
O anti-capitalismo é uma das teclas nucleares do registo ideológico do PNR. "O capital é bom, mas tem que estar ao serviço da Nação e do povo. Para os capitalistas a deslocalização é uma palavra de ordem, assim como a mobilidade. Tudo isso é um atentado aos direitos dos trabalhadores e à segurança das famílias", acrescenta.
A integração "obscura e precipitada" na União Europeia é vista pelo líder do PNR como uma "aberração", tal como a "invasão imigrante".
Questionado pelo JORNAL DE LEIRIA sobre uma hipotética aproximação ao CDS/PP, José Pinto Coelho é peremptório: "Nunca. Há um abismo enorme entre nós e os partidos do sistema. Poderá haver alguns aspectos em que o CDS/PP está próximo de nós, mas há outros em que está muito longe. O CDS é um partido capitalista e liberal. Está tão longe de nós como o Bloco de Esquerda. Nunca faremos uma aproximação ao CDS, que está no mesmo pacote dos partidos do sistema. São partidos inimigos de Portugal".
E sem se deter: "Esses partidos têm a faca e o queijo na mão para fazerem aprovar o casamento entre homossexuais, com a consequente adopção de crianças, já que a Constituição diz que ninguém pode ser discriminado por questões de sexo, religião e ideologia política. E acrescentaram: nem pela sua orientação sexual. Quem acrescentou isso foram os partidos do sistema. O CDS é igualmente culpado".
Questionado sobre as relações que mantém com a Frente Nacional, o movimento skinhead (cabeça rapada) defensor da pureza racial que se auto-proclama a "espada sobre a cabeça" do PNR, o líder da extrema-direita em Portugal argumenta que "tudo é tolerado para a esquerda e nada é tolerado para os nacionalistas".
"Se aparecer um tipo com uma suástica que queira ser militante do PNR é aceite porque não discriminamos ninguém", afirma José Pinto Coelho, que associa os skinheads ao "tribalismo urbano" e a uma "questão de estética". "Ninguém anda a reclamar contra os rastas. O que se diz dos skinheads é mentira. É uma perseguição".
Aquele dirigente nega que os militantes do PNR tenham treino militar, embora admita que isso possa suceder com "grupos que estão na nossa órbita". Católico praticante, o líder nacional da extrema-direita esclarece que o PNR é laico, embora realce a religião católica como "parte da identidade nacional".
Admirador de Mussolini, mais do que de Salazar, afirma que no plano internacional o PNR mantém relações mais estreitas com a Frente Nacional de Le Pen e com o alemão NPD de Hudo Voight. Em tom profético, avisa que "quando o primeiro país da Europa virar a mesa, vai haver um efeito dominó. Quanto mais unidos estivermos, melhor". E sentencia: "A onda nacionalista, que é uma reacção natural ao que se está a passar na Europa, vai vencer. É uma questão de tempo".

Sul do distrito atrai extrema-direita
Caldas da Rainha é a cidade do distrito de Leiria com mais apoiantes do Partido Nacional Renovador (PNR), admitiu a este jornal José Pinto Coelho, líder da extrema-direita em Portugal, a passar férias em S. Martinho do Porto. Em Outubro, alguns elementos do PNR colocaram uma faixa que dizia "Portugal aos portugueses" na ponte pedonal em frente à escola D. João II, nas Caldas da Rainha. A faixa seria retirada no mesmo dia. Também já houve material de propaganda do PNR e da Frente Nacional (FN) afixado na cidade, assim como acções de recrutamento em diversas escolas A manifestação no 1º de Maio realizada nas Caldas da Rainha trouxe o PNR para as primeiras páginas dos jornais.
Também cerca de 100 skinheads da FN que participaram numa manifestação contra as mortes de portugueses na África do Sul no passado dia 26 de Janeiro, em Lisboa, deslocaram-se em seguida às Caldas da Rainha onde assistiram ao lançamento do novo CD da banda Ódio.
Composta por skinheads da zona de Lisboa, esta banda entoa frases como "és um preto de merda". No seu site também se encontram várias fotografias como a de um porco com a palavra judeu escrita no corpo.
Os responsáveis do Centro da Juventude das Caldas da Rainha, onde o concerto teve lugar, equacionaram a proibição do evento nas suas instalações. No entanto, as autoridades policiais aconselharam a realização do concerto para que não fossem criados conflitos.
Os elementos da organização fizeram saber que já tinham um autocarro alugado para transportar para as Caldas os fãs desta corrente. O executivo municipal, com receio de actos de violência, autorizou a iniciativa. No entanto, aquele espaço foi encerrado ao público em geral e retirados os computadores do Espaço Internet.
Terminado o espectáculo, os skinheads partiram para Lisboa sem desacatos. A polícia reforçou o seu contingente nessa noite, mas não foi necessária a sua intervenção. Uma equipa de reportagem da RTP esteve no local.
Em Peniche, na madrugada de 17 de Abril de 2005, um grupo de skinheads terá sido responsável por uma onda de violência que destruiu dois bares na cidade. Os agressores atacaram funcionários e clientes, um dos quais teve que ser hospitalizado. Nas ruas pintaram inscrições nazis e em duas habitações particulares.
Em Julho passado, militantes da Juventude Nacionalista (JN) visitaram o Mercado Medieval, em Óbidos, numa acção de propaganda. “Os nacionalistas", refere o site daquela organização, "ao mesmo tempo que visitavam uma das mais belas e tradicionais vilas portuguesas, iam falando com os comerciantes e artesãos que ali se encontravam e distribuindo um folheto alusivo ao estado de abandono da cultura do nosso país, consciencializando assim a população para a importância da preservação do nosso património histórico-cultural".

Contra o "racismo" de cor
O recrutamento de estudantes em "escolas secundárias de todo o País", através da Juventude Nacionalista (JN), secção de jovens do PNR, notícia avançada na edição do Expresso de 29 de Julho, já mereceu uma reacção dos dirigentes daquele movimento de extrema-direita que se queixam de perseguição política.
O PNR pediu audiências ao Procurador Geral da República e aos ministros da Administração Interna e da Justiça. Os pedidos, segundo José Pinto Coelho, seguiram no passado dia 1, em carta registada.
Aquele semanário cita um documento da PSP que chama a atenção para "alguns dos principais líderes do movimento skinhead em Portugal que tentam incutir nos mais jovens um espírito criminoso, de racismo e xenofobia". E também anuncia que 70 "recrutadores estão identificados e sob vigilância policial.
"Pedimos as audiências porque queremos manifestar a nossa preocupação pelo facto da PSP e da GNR manterem uma vigilância apertada a 70 militantes da JN. Isso é de uma grande gravidade", desabafa José Pinto Coelho.
Também o líder da JN reage às acusações das autoridades. "Em relação ao conteúdo dos nossos folhetos, refutamos por completo qualquer mensagem de violência e de xenofobia. Os folhetos estão disponíveis no nosso site", refere Emanuel Guerreiro, 24 anos, estudante de Ciências Políticas e Relações Internacionais na Universidade Lusófona, em Lisboa.
Emanuel Guerreiro confirma as acções de recrutamento junto das escolas. "Acima de tudo damo-nos a conhecer. São equipas de duas ou quatro pessoas que vão para a porta das escolas e das universidades. Entregamos folhetos da JN e explicamos quais os objectivos da nossa organização".
Em relação ao racismo, Emanuel Guerreiro contrapõe que esses actos "são denunciados por nós, em especial nas escolas secundárias da Grande Lisboa", visto que "são praticados por imigrantes africanos de segunda e terceira geração contra os jovens portugueses". E adverte: "Esse racismo existe, embora encapotado pelo sistema. Mas basta abrir os jornais diários para se perceber que existe realmente. Nas escolas da Amadora, os jovens vivem em constante sobressalto, pois já foram agredido, ou assaltados".
Em declarações a este jornal, fontes da PSP de Leiria e das Caldas da Rainha afirmam desconhecer qualquer tipo de acções de militantes da JN nas escolas da sua jurisdição.

Discurso directo
José Pinto Coelho
“O capital deve estar ao serviço da Nação e do povo e nunca ao serviço do lucro de alguns senhores que nem sequer têm rosto.

Não somos contra a imigração, somos contra a invasão de imigrantes. O capitalismo é que defende a imigração para criar mão-de-obra barata e com isso atirar os nacionais para o desemprego. A imigração é um perigo para a identidade nacional.

Não sou racista. Mas não aceito que o meu País seja invadido por massas incontroláveis de outras raças que não nos respeitam sequer. Além de que nos tiram o emprego e favorecem uma classe suja e capitalista.

A foice e o martelo foram responsáveis por 100 milhões de mortos no século XX. O PCP é um partido que usa esse símbolo e ninguém se importa. Mas se houver meia-dúzia de simpatizantes do PNR que usam a suástica, cai logo o Carmo e a Trindade.

Na Holanda, recentemente foi legalizado o primeiro partido pedófilo. Isso é a ponta de um iceberg de uma evolução anti--natural das coisas. Somos contra isso.

Há um abismo tão grande entre nós e o CDS/PP, tão grande, tão grande, em certos aspectos quase tão grande como em relação ao Bloco de Esquerda.

Pergunto se esses polícias (as cúpulas) não deviam ter mais atenção aos assaltos às portas das escolas feitos pelas pessoas de cor. Quem faz a violência não somos nós. A violência já existe.

A Maçonaria é uma sociedade sem rosto, com fins inconfessáveis, que age e manipula na sombra. É responsável pelo caos reinante no mundo.

Também há skinheads anarquistas e comunistas e ninguém fala deles. Reduzir a imagem do PNR a skindheads chateia-me. É querer diabolizar a nossa imagem. É má fé.

A invasão de Israel no Líbano é escandalosa e nojenta. Israel pratica o terrorismo de estado, o pior dos terrorismos. Não há ninguém decente no mundo que não esteja revoltado com a situação no Líbano”.

(Damião Leonel)

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Imprescindível 

Ler Information Clearing House. Para quem quer saber.

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quarta-feira, agosto 09, 2006

Os três blogues do dia 

Alma Pátria, Jantar das Quartas, Reverentia.
Exemplos de coragem e tenacidade. Guerrilheiros da resistência lusíada.

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LEBANON UNDER SIEGE 

LEBANON UNDER SIEGE

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Cease Fire Now! 

CeaseFireNow!

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To Lebanon with love 

To Lebanon With Love (More Time To Bomb)

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10 de Junho no Terreiro do Paço 

Portugal. Heróis do Ultramar

Honra aos heróis!

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terça-feira, agosto 08, 2006

www.1936-1939.com 

Asedio del Alcazar

Sin novedad en el Alcazar

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Maravilhas do Youtube 

Como se pode ver, há sempre novos meios para colocar ao serviço da Causa Nacional!
Tudo depende da vontade e do talento do artista-militante!
Orgulho-me destes camaradas que se aperceberam das imensas potencialidades do Youtube (www.youtube.com) e se deram ao trabalho de disponibilizar para todo o mundo as palavras e as imagens em que Portugal resiste. Em frente, rapazes, e que nunca vos faltem as forças.

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Todos os dias são dias de campanha 

Tempo de antena do PNR

Recordar é viver!

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Inauguração da Ponte Salazar 

Ponte Salazar

Memória histórica

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Cara al sol en imagenes 

Cara al sol en imagenes

Arriba escuadras a vencer!

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Arriba España! 

Espana

Una, Grande y Libre!

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A Portuguesa, em imagens 

A Portuguesa

Uma beleza!

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Lebnanews 

- Is it justifiable, ladies and gentlemen, to invade, occupy, bomb, and destroy a sovereign nation, while disregarding more United Nations Resolutions than any other country on the planet, and while opposing the right of the people of Lebanon to resist, and call it self defense?

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Information Clearing House 

Israel’s dominance requires that its neighbors endure abject poverty and oppression. By destroying the infrastructure and life-support systems, Israel hopes to eliminate the rise of a potential rival as well as to diminish the ability of the Lebanese resistance to wage war against the Jewish state.

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NOVOPRESS 


Uma agência noticiosa que não podemos dispensar - NOVOPRESS.INFO

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Escolhidos para hoje 

O Dragoscópio, o Orgulhosamente Só, o Alma Pátria.
Diferentes de todo; mas cada um é como é e eu gosto muito deles.

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segunda-feira, agosto 07, 2006

PNR reafirma a sua posição contra a "Lei da Paridade" 

Comunicado do PNR de Segunda, 07 Agosto 2006:

Tal como em Abril, o Partido Nacional Renovador (PNR) reafirma a sua oposição à chamada "Lei da Paridade", proposta pelo Governo do PS e promulgada esta semana pelo Presidente da República do PSD.
Esta Lei do Partido Socialista, que inicialmente obrigava os partidos políticos a apresentar um terço de candidatos femininos às listas concorrentes a eleições, foi agora alterada para que, em vez de obrigar os partidos a apresentar essa quota, sejam os partidos com direito a subvenções do Estado a serem penalizados se não cumprirem esse objectivo.
Esta Lei até poderia ser apoiada pelo PNR já que o nosso partido não recebe qualquer apoio estatal, ao contrário dos grandes partidos do sistema, mas isso seria cair no absurdo e hipocrisia de um partido (PS) que quer obrigar os outros a seguir uma regra que o mesmo nunca cumpriu; o PS (não) dá o exemplo não tendo cumprido nas últimas eleições essa quota e, tão pouco, cumpre esse requisito - que agora exige para os outros - no seu executivo.
Isto não se trata de "paridade" nenhuma ou vontade do PS em aumentar a participação das mulheres na política, pois eles próprios, além dos chorudos ordenados e subsídios que recebem, têm ao seu dispôr, em São Bento, infantários e creches pagas pelos contribuintes, que facilitam - e de que maneira! - a vida «ocupadíssima» das mães que queiram participar na política, e mesmo assim não dão o exemplo, começando por cumprir, eles próprios, a «quota» que querem impôr à força aos restantes partidos com esta nova Lei.
Assim, não colocando o Governo em prática uma teoria que exige para os outros - e que, segundo algumas sondagens, indicam ter a reprovação de mais de 90% dos portugueses - uma vez mais dão um exemplo do estado de degradação da «democracia» no nosso país; listas escolhidas com base no sexo e não no mérito, só poderia vir de sexistas e discriminadores que, além da hipocrisia das suas propostas, não cumprem um dos desígnios da Constituição: não discriminar com base no sexo!
Na verdade, esta Lei significa um reforço claro do chamado «Bloco Central» - PS e PSD - indo contra as sugestões do próprio Presidente da República que referiu nos últimos anos ser necessário uma maior intervenção cívica da parte de partidos, associações e movimentos sem voz activa na sociedade. Além da clara censura que esta Lei representa, ao atrofiar a subsistência dos chamados «pequenos partidos», que têm maior dificuldade que os «grandes partidos» em organizar as listas da forma que agora é exigida, sobretudo fora dos grandes centros urbanos.
Enfim, mais do mesmo, num Estado que não se preocupa com o seu povo mas que se auto-governa em defesa dos interesses instalados.

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Fraternidade Sacerdotal de São Pio X 

Frequentemente os que actuam em política esquecem que a religião está primeiro, e que sem a religião nada de sólido se poderá erguer na ordem temporal.
É um dos dramas da nossa época: o olvido do espiritual.
Chamo a atenção dos leitores para o aparecimento de um local internético em português da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X , trincheira onde se defende e salvaguarda a religião que fez Portugal.
(graças à Casa de Sarto ).

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Information Clearing House 

http://www.informationclearinghouse.info/

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domingo, agosto 06, 2006

Pela Paz no Líbano 


Pela Paz e pela Justiça - Terra Identidade Resistência

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Com os trabalhadores 

Comunicado do PNR, de Domingo, 06 Agosto 2006:

Libertar os trabalhadores dos complexos de esquerda
Muitos portugueses arrastados pela crise galopante e por uma constante sensação amarga de descrédito no futuro, lançam a sua frustração, a sua ira, em direcção à sua própria família, ao Estado e muitas vezes até à Igreja católica. Retiraram-se até os crucifixos das escolas não fossem eles ofender algumas mentes mais irreverentes, atrapalhar o crescimento dos jovens ou causar algum mau estar nas minorias étnicas que dilatam as nossas escolas.
Quem dá a cara não tem nada a esconder, quem age no escuro esses sim podem ser ameaça e perigosa pois o inimigo pior é aquele que não se vê, nunca se sabe onde ataca, nem onde se esconde.
Infelizmente muitos bons portugueses ainda não perceberam que o mal é cuidadosamente camuflado por todo um sistema que está preparado para entregar Portugal sem a mínima resistência nas mãos dos grandes grupos económicos cujo capital é internacional e muitas vezes nem os seus donos é possível conhecer.
A esquerda, defensora da luta de classes e da ditadura do proletariado luta há anos contra o seu próprio Estado, não percebendo os seus apoiantes que assim abrem portas ao inimigo mais perigoso de todos os trabalhadores, o capital internacional sem rosto, sem moral, sem lei.
O povo desmoralizado e enganado com promessas utópicas de que seria possível usufruir de todos os direitos, não respeitar hierarquias, não trabalhar, e viver da usurpação do que os mais capazes conseguiram produzir, age agora desorientado e vive assustado com o actual descalabro a todos os níveis.
Não é para menos, o caos espreita uma oportunidade cada vez mais provável.
Os “pastores” da inveja tentam levar os trabalhadores a um comportamento insolente para com o “patrão”. Que desperdício de energias lutar contra aqueles que são o seu sustento e descuidando o verdadeiro inimigo que age na sombra e apenas espera como um abutre o momento para nos comer –aos trabalhadores e patrões nacionais - a carne e os ossos.
Não há tempo a perder, há que fazer escolhas, ou estamos do lado do bem - a cooperação de todos, a bem da Nação - e estaremos a construir o futuro, ou estamos do lado do mal – a globalização destruidora – e o desastre será inevitável. Cabe a nós próprios decidir. Cabe ao homem sensato só acreditar naquilo que a justa razão lhe apontar como credível.
O tempo urge! Para Portugal e para as restantes nações europeias ainda brilha uma luz no fundo do túnel. Podemos, todos juntos, vencer a crise e a descrença. Cabe a nós, portugueses, reagir contra a violência da propaganda enganosa vigente e tomar uma acção.
Será bom que o Trabalhador português comece a perceber que nada deve esperar das promessas marxistas e esquerdistas. Não é nas suas propostas que encontrarão as soluções dos seus problemas. Essas não passam de falsidades nas quais utilizam o povo como carne para canhão numa luta de classes que não gera nada de bom.
É tempo de não acreditar na vida fácil; como sabemos, quando a esmola é muita o pobre deve desconfiar.
É chegada, pois, a hora do trabalhador português sacudir o jugo da mentira e da hipocrisia marxista - daqueles que se dizem seus defensores - de se libertar do complexo de esquerda; é chegada a hora do trabalhador português compreender que é no Nacionalismo que reside a sua esperança de justiça e construção do bem comum.
Por isso o PNR quer despertar os verdadeiros patriotas, agentes do trabalho nacional.
Trabalhador português:
> combate os desvios da corrupção, cometidos sempre pelas forças anti-nação;
> a honra e o pão são essenciais à vida digna, isso consegue-se com esforço e não com palavras vãs;
> o pior que nos podem fazer é privarem-nos do direito ao trabalho, hoje, mais de 500 mil de nós sofrem calados o drama de serem tratados como inválidos;
> a Família e a Nação são as principais razões pelas quais devemos lutar;
> o país está desgastado, desfalcado e mal tratado, só com o sacrifício o poderemos reerguer;
> chegou a hora de nos insurgirmos contra um sistema que favorece a mão-de-obra imigrante em arrogante desfavor da mão-de-obra nacional, mantendo os salários dos trabalhadores, vergonhosos e indignos;
> o futuro está também nas tuas mãos. Os intelectuais por mais boa vontade que possuam jamais construirão algo sem a força dos teus braços e a confiança do teu voto;
> ajuda a construir e a combater os papagaios que falam, falam, mas, para além de nada fazerem prejudicam gravemente toda a nação, precipitando-a em queda livre num negro abismo;
> a riqueza e prosperidade de todos os membros individuais da Nação são a força, a segurança do povo, e o nosso objectivo. Isso consegue-se com disciplina, ordem e vontade, valores estes, desprezados pelos acertadamente chamados zeros à esquerda e restantes seitas ramificadas do criminoso e destruidor marxismo.
Se ser de esquerda esteve na moda, ser de esquerda já não está na moda. Além disso, a Nação é importante demais para ir em modas...
A esquerda prometeu aos portugueses 150 mil postos de trabalho, mas esqueceu-se de dizer que esses eram fora das nossas fronteiras, pois é ao ritmo de 150 mil por ano, que os portugueses fogem do país a fim de poderem sobreviver.
A esquerda, aliada ao capitalismo ganancioso, chama para cá os imigrantes visando o lucro fácil, esquecendo-se que depois os explorados ficam na miséria e que são assim facilmente lançados no mundo do crime de onde os portugueses menos protegidos são as principais vítimas.
A esquerda desesperada com o seu descrédito e vazio, apela agora à simpatia de gays, drogados, abortistas e imigrantes, e pisca os olhos, também, aos grandes grupos económicos, procurando evitar a sua extinção.
Nunca se esqueçam contudo os nossos inimigos que não é possível enganar a todos durante todo o tempo. Nunca se esqueçam que não há vencedores nem vencidos definitivos. Mas quanto mais cedo a mentira e a destruição nacional forem derrotadas, melhor!
Está, pois, na hora, dos trabalhadores portugueses despertarem de décadas de hipnotismo e mentira esquerdista, unindo-se aos Nacionalistas – seguindo assim o exemplo dos primeiros que têm chegado - no combate pela Nação! No combate por si, pela sua família, pela sua segurança, pelo seu trabalho!
A esquerda, destrutiva e mentirosa, não serve! O marxismo, destrutivo e mentiroso não serve! O capitalismo, destrutivo e mentiroso, não serve!
A alternativa nacional está no Nacionalismo!

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Pour que le Liban vive 

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http://www.libnanews.com/

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Livros para as férias 


Pedidos a Antília Editora Lda.
Rua 15 de Novembro, 43 - 2.º
4100-421 Porto
Email: antiliaeditora@gmail.com

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6 de Agosto de 1945 


O cogumelo desenhado pela bomba de Hiroshima, há 61 anos. A adorável bombazinha chamava-se "little boy". São amorosos estes americanos. Morreram umas 220.000 pessoas. Segundo a historiografia oficial americana o lançamento justificou-se, porque por um lado apressou uns meses o fim da guerra e por outro teria morrido mais gente no caso de ter acontecido a invasão do Japão que estava planeada. Também são generosos, os americanos. Não invadiram. E quando bombardeiam nunca é por mal. Os bombardeados é que são mal agradecidos.

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sábado, agosto 05, 2006

Pela Paz no Líbano 


Terra Identidade Resistência

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Hoje recomendam-se 

O Dragoscópio e o Reverentia Lusa.

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Brigadas Internacionais? 

Contra a tão falada força multinacional para ocupar o Líbano e guardar as costas de Israel pronunciou-se o General Aoun, cada vez mais o principal líder de opinião dos que defendem um Líbano livre e independente: " Ce sera une force d'occupation pour faire la guerre au Hezbollah et pour assurer la sécurité d'Israël".

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sexta-feira, agosto 04, 2006

O MARCELISMO 

(Um artigo de Manuel Maria Múrias, publicado originalmente na "Resistência", de Julho de 1974)


A decomposição do regime derrubado pelo 25 de Abril começou evidentemente, muito antes desta data. Prenunciava-se nos últimos quinze anos de governo de Salazar; precipitou-se logo que Marcello Caetano assumiu o poder.
Na verdade, como se provou, o regime vivia quase só da personalidade e do génio de Salazar. O êxito da sua política financeira em 1928, a política externa dos anos trágicos da II Grande Guerra que salvaguardou a neutralidade; a firmeza impassível da resistência africana; a habilidade com que, durante quarenta anos, congraçou e pôs a colaborar as diversas forças políticas que apoiavam o Estado Corporativo — granjearam a Salazar um prestígio e uma força política excepcionais neste país sentimentalmente anarquista que, durante quase um século, incapaz de se autodisciplinar, vivera em situação endémica da guerra civil. A determinação, a frieza, a visão histórica com que Salazar olhava e resolvia os problemas, impuseram-no à consciência da Nação; a sua proverbial honestidade, a austeridade e a isenção faziam-no respeitado, até pelos adversários. Em função do interesse nacional sacrificava amigos e adversários; visceralmente devotado à Pátria, por ela se consumiu até ao último sopro.
Marcello Caetano, esse, foi sempre um hesitante. Humanamente é a antítese do seu antecessor: — jamais esqueceu um agravo pessoal; sacrificou tudo para chegar onde chegou e baixar onde baixou. Agiu precipitadamente na circunstância e esqueceu-se dos princípios. Monárquico integralista desde os bancos do liceu, dirigiu nos últimos anos vinte, uma das violentas e pitorescas revistas reaccionárias daqueles tempos heróicos — a «Ordem Nova» — folhetozinho que, no frontispício, em agressivo normando, se confessava escandalosamente antiliberal, antidemocrática, anticapitalista, anticomunista, antitotalitária, antimaçónica, etc., et., etc.
Professor universitário, era geralmente considerado pelos discípulos um excelente pedagogo e um cientista de mérito. Administrativista, é responsável pelo ainda vigente Código Administrativo e pelo Estatuto do Funcionário Público — dois textos que, ao longo das últimas décadas, aniquilaram quase todas as nossas antigas franquias regionais completando a obra destrutiva de Mouzinho da Silveira e ajudando, muito gravemente, à edificação do Estado centralizado e burocrático em que se degradou o sonhado Estado Corporativo, descentralizado e desburocratizado, autogestionado e organicamente electivo, que, mais ou menos influenciado pelo ideário integralista, mais ou menos catolicizante, a Constituição de 1933, embora de raiz democrática, intentara institucionalizar.
Como administrativista e estadista Marcello Caetano renegou o seu incipiente maurrasianismo. Como político, pouco a pouco, foi-se deixando enlear pela ambição do poder, pela ânsia de vir a desempenhar um papel histórico — pela glória de mandar, pela vã cobiça dessa vaidade que se chama fama.
Detestava Salazar. As centenas de cartas que, pela vida fora, principalmente depois de 1945, escreveu à maioria dos políticos portugueses, constituirão, reunidas, um dos mais extraordinários acervos desse anti-salazarismo frustrado que a certa altura se apossou de poucos mas importantes homens do antigo regime. Acompanhei muito de perto o fenómeno — e um dia hei-de atestá-lo documentalmente — até porque a sua análise tem a maior relevância para o bom entendimento histórico da crise larvada que, agravando-se através dos anos, desembocou no 25 de Abril. Falta-nos agora perspectiva temporal para o poder valorar cientificamente. Algumas achegas, porém, se devem dar — e essas têm se ser críticas, e ainda muito subjectivas.
Em 1945, forçado a abandonar a pasta das Colónias que sobraçara durante cerca de dezoito meses, Marcello Caetano ocupou a Presidência da Comissão Executiva da União Nacional. Aí, preparou-se, não sem uma certa impaciência, para suceder a Salazar. Somando uns poucos de discípulos a certa geração da Mocidade Portuguesa que ele disciplinara como Comissário Nacional da Organização, constitui uma pequena clique de jovens que a partir de então, aderindo espectacularmente à União Nacional, passou a formar, dentro do regime, um grupo de pressão, o marcelismo, que, colocado em muitas posições estratégicas, principalmente na informação, foi abrindo caminho para o Palácio de S. Bento, rodeando, primeiro, o Presidente Craveiro Lopes, cercando, depois, o Presidente Thomaz, de modo a ficar-se, no momento exacto, com a aparência pública e política de que, sem Marcello Caetano, o regime se afundaria, e que os marcelistas, na panóplia das forças dominantes, constituiam a força mais poderosa, a mais esclarecida, a mais dinâmica, a mais moderna e (coisa espantosa para o antigo director de «Ordem Nova») a mais liberalizante.
A primeira oportunidade que os marcelistas julgaram ter para alçar o seu chefe à Presidência do Conselho de Ministros, surgiu em 1949 quando, terminando o mandato do Marechal Carmona, a Comissão Central da União Nacional queria escolher o seu candidato à Presidência da República. O Marechal Carmona tinha então 79 anos. Pelas oposições, apoiado pelo Partido Comunista, candidatava-se o General Norton de Matos, prestigiosa figura da I República, antigo Ministro de Guerra e Alto-Comissário em Angola. Aos marcelistas pareceu possível não reeleger o velho Marechal, candidatar Salazar — e conduzir Marcello Caetano à Chefia do Governo.
Preparou-se uma pequena conspiração: — no dia em que Salazar devia ir até ao Largo da Misericórdia presidir à reunião magna da Comissão Central da União Nacional, convocada para escolher o candidato, previamente convocado pelos amigos de Marcello, juntou-se na Palmatória de S. Roque algum pouco povo que em uníssono gritava compassadamente:
— Salazar à Presidência da República! Salazar à Presidência da República!
Salazar, chegando a uma janela, apanhado na armadilha, recuou precipitadamente, coradíssimo. Dois dias depois anunciava-se a candidatura de Carmona — e alguns meses após, enrodilhado na defesa do seu cunhado Henrique de Barros, compulsivamente demitido de professor universitário pelo Ministro da Educação Nacional Fernando Pires de Lima, Marcello Caetano regressava à privada, amuado, enfurecido — possesso de anti-salazarismo.
O Marechal Carmona morreu em 1951, quando na Assembleia Nacional se discutia uma reforma constitucional periódica. Houve quem pensasse em restaurar a monarquia, voltou a pôr-se a hipótese da candidatura de Salazar; acabou por se firmar apresentando-se ao sufrágio, como candidato governamental, o general de aeronáutica Craveiro Lopes, um dos poucos Torre-Espada de então, e, pelas oposições, patrocinado pelo Capitão Henrique Galvão, trânsfuga decepcionado do estadonovismo, o Almirante Quintão Meirelles, antigo Ministro da Ditadura Militar, personalidade ideologicamente indefinida, muito difícil de rotular como político. O marcelismo não interveio no pleito eleitoral, mas sabia-se que todas as suas silenciosas simpatias iam para os oposicionistas, cisão menor dentro do regime mas que, apesar da insignificância, denotava certo estado de espírito.
Firmavam-se os marcelistas defendendo o futuro do Estado Corporativo. Salazar estava velho, — diziam — é preciso assegurar-lhe um sucessor. Salazar tinha sessenta e dois anos, parecia em plena posse das suas qualidades políticas e senhor de uma saúde de ferro. De vez em quando surgiam-lhe inflamações nos olhos e afecções na garganta; mas geralmente mantinha-se regular em S. Bento, viver modesto, um horário e uma capacidade de trabalho extenuantes para qualquer pessoa. As hipóteses sucessórias de Marcello Caetano adiavam-se indefinidamente; a sua acção, metódica e organizada, circunscrevia-se à cátedra, a uma cara advocacia de pendor plutocrático, à administração duma companhia de seguros — à cultivação semanal dos amigos que com ele se reuniam muitas vezes.
O General Craveiro Lopes era considerado um homem sério. Indicado para a Presidência da República pelo Ministro da Guerra, Coronel Santos Costa, breve se desentendeu com este. Imediatamente os marcelistas aproveitaram a sota e embarcaram com bom vento. Recolocando-se em boas situações, pouco a pouco dominaram alguns sectores, comandados por aqueles que, nos anos 40, tinham aderido à União Nacional. O chefe, entretanto, fora eleito Presidente da Câmara Corporativa. Exercia influência, colocava adeptos, delineava estratégias, aproximava-se mais e mais de Belém, contactando intimamente com o Presidente da República.
Em 1955, Craveiro Lopes insiste com Salazar para nomear Marcello Caetano Ministro da Presidência. Uma nova Comissão Executiva da União Nacional, constituída na sua melhor parte por jovens marcelistas, vai dominar o confronto eleitoral de 1957 que se avizinhava. Distribuíra-se o jogo: alisaram-se dos postos vários salazaristas intolerantes, começara uma luta pelo poder, que se julgava o último round.
Surgiram os primeiros desentendimentos visíveis entre Craveiro Lopes e Salazar. A máquina política do regime afrouxava de andamento, a própria máquina administrativa começava a gripar. A estrela montante de Marcello Caetano brilhava no futuro, as oposições democráticas, muito apoiadas nas diversas internacionais, mostravam-se aguerridas, melhor organizadas, muito mais conscientes da sua própria força e das fraquezas do regime.
Quando em 1958 se tratou de escolher o candidato governamental às eleições presidenciais, as fendas no edifício eram notórias. Um antigo Comandante Distrital da Legião Portuguesa, antigo combatente da Guerra Civil de Espanha, antigo Adido Militar em Washington, oficial de aeronáutica como Craveiro Lopes, seu amigo e camarada, o General Humberto Delgado, candidatava-se pelas oposições, de princípio sem o apoio dos comunistas. Pelo lado governamental era apresentado o Almirante Américo Thomaz, Ministro da Marinha.
Para a oposição democrática tratava-se de reeditar a experiência Quintão Meirelles com outros meios, muito mais força, grande violência, o cavalo de Tróia instalado na praça inimiga e nos ministérios fundamentalmente políticos.
Um dia se fará a história da candidatura de Delgado. Pode, todavia, verificar-se já que, comandada a informação e a propaganda pelo marcelismo, o marcelismo se mostrou táctica e estrategicamente incapaz de obstar ao desenvolvimento tempestuoso da candidatura oposicionista. À agressividade, à indiscutível valentia do General Humberto Delgado, contrapunham-se as hesitações típicas do carácter de Marcello Caetano, o oportunismo, pequenos e descrentes movimentos de defesa, autênticos actos de sabotagem. Chegou-se ao ponto de, pela Televisão recém-criada, não se ter transmitido em directo um discurso de Salazar; chegou-se ao ponto de a Polícia desistir de manter a ordem, deixando-se substituir primeiro pela G.N.R. e depois pelo Exército. Com tanques nas ruas, cargas de cavalaria e uma repressão violenta, conseguiu-se recompor o quadrado; o Estado Novo, contudo, estava ferido de morte, sustentado apenas pela personalidade e pelo prestígio de Salazar, os salazaristas quase convencidos que o seu chefe não morria, espécie estranha de ideologia, aparentada com o espiritismo, que não segurava o presente, nem resguardava o futuro.
Américo Thomaz foi eleito. Marcello saíu do governo, deixando instalada na infra-estrutura do poder muita gente sua — o Estado minado, Moreira Baptista, Ramiro Valadão e Henrique Tenreiro, cortesãos do Palácio de Belém, manobras na sombra, a corrosão a apodrecer a máquina. Salazar envelhecia. A guerra de África, deflagrada em 1961, limitava-o à política externa. Os marcelistas já não jogavam na sua destituição em vida; apostavam no enterro. Quando Salazar caíu da cadeira, o governo caíu-lhes nas mãos. Venciam. Tarde e a más-horas; mas suficientemente a tempo para se poderem constituir em comissão liquidatária, desfazendo o que restava da política do Estado Novo.
A experiência Marcello Caetano inicia-se sob o signo do anti-salazarismo. Logo nos primeiros dias da sua governação os jornais se desbocaram em críticas a Salazar e, na televisão, onde em Março, contra a opinião do próprio Marcello, se colocava Ramiro Valadão, a figura e o nome do antigo Presidente do Conselho eram cuidadosamente esquecidos, não fosse o velho recuperar do acidente cerebral e reinstalar-se no palacete da Rua da Imprensa. A um jornalista estrangeiro, dizia em 1969 certo membro do governo que, desde há longos anos, muito anteriores à demissão de Salazar, era Marcello Caetano quem governava através dos seus acólitos, instalados nos lugares-chaves.
O anti-salazarismo sensível e latente da atmosfera política, dividiu quase imediatamente as gentes do regime. A abertura liberalizante da nova Comissão Executiva da União Nacional, presidida pelo Dr. José Guilherme de Melo e Castro, antigo Subsecretário do Estado de Assistência Social de Salazar, permitiu criar uma pequena seita neocapitalista e social plutocrática na Assembleia Nacional; escorada na influência de dois filhos de Marcello Caetano e de dois ou três membros do governo, fundava-se a SEDES; o «Expresso» saía como órgão da oposição tecnocrática, tendo como redactor político um filho do Dr. Baltazar Rebelo de Sousa, Ministro das Corporações, e via a censura amenizar-se graças a tal ligação. A chamada Direita tinha as maiores dificuldades em se mover e em se organizar, a maior parte dos seus importantes personagens ligados à alta-finança, epicuristas agradáveis que só não queriam ter maçadas.
Acontecia, porém, que o regime politicamente se estruturava na Direita. Ante um governo de tendências liberalizantes, as massas de apoio imobilizaram-se: organizaram-se grandes manifestações espontâneas, é certo; todavia a classe política mantinha-se desconfiada, não deixando ir por diante o processo esquerdizante. O próprio Marcello Caetano, autoritaríssimo, não se dispunha às reformas de fundo reclamadas por todos; hesitante, como sempre, deixava em meio a maioria dos projectos, mudava os nomes às instituições, não lhes mudando a essência, cada vez mais embaraçado pelos grandes interesses plutocráticos e especulativos recém-nascidos, por uma política económica e financeira onde, nitidamente, se desenhava a sombra sinistra do nepotismo e da corrupção. Algumas das maiores fortunas portuguesas fizeram-se nos últimos cinco anos: — a esquerda e a direita revoltavam-se contra os escândalos semi-políticos que ressaltavam da maioria das acções de fomento.
A especulação bolsista tomou aspectos desesperados. Manobrada por meia dúzia de meneurs, a alta fictícia do papel desviou as pequenas poupanças dos investimentos imediatamente reprodutivos. A massa monetária foi-se concentrando inevitavelmente nos grupos mais poderosos que, mesmo sem conscientemente o desejarem, se viam arrastados para um crescimento redundante que os engrandecia desmesuradamente, tornando-os menos eficientes e úteis, tornando-os anti-sociais. A inflação corria a galope.
Houve momentos em que por pura inépcia dos serviços se verificaram graves faltas no abastecimento público, em que a taxa de inflação subiu catastroficamente, em que o público começou a sentir-se concretamente lesado. Caminhava-se com passo seguro para uma situação perigosíssima a que a política salarial demagógica não conseguia pôr termo, estado de descontentamento larvado que atingia, de alto a baixo, toda a escala social. Marcello Caetano virava as costas à Nação — e nem as suas preocupadas Conversas em Família acalmavam os ânimos exaltados.
Como se isto não bastasse, no Ministério de Educação Nacional o Prof. Veiga Simão saltitava loucamente ao som da mais franca demagogia. As lutas da grande imprensa generosamente subsidiada insensavam-no com constância pertinaz: — fechadas muitas escolas por não ser possível manter a disciplina, abriam-nas em papel selado centenas de muitas outras, sem que houvesse professores para as guarnecerem, sem que as estruturas didácticas e pedagógicas estivessem preparadas para o monstruoso esforço. Milhões de contos eram lançados assim para o mercado em pura perda, não se calando nem os discentes, nem os docentes, esquerda e direita unidas para acusarem o Ministro de demagogia pura.
Mais: — com as Forças Armadas batendo-se heroicamente em África, o Ministro Sá Viana Rebelo conduzia uma política divisionista e pouco realista, sacrificando os quadros, satisfazendo uns para descontentar outros, não concedendo às Forças Armadas aquele mínimo de condições logísticas e frontais necessário para a condução da guerra, já agora desapoiada diplomaticamente por um Ministro dos Negócios Estrangeiros inexperiente e divertido.
Quando apareceram os primeiros manifestos do Movimento das Forças Armadas, as pessoas conscientes sentiram que o fim se aproximava. O marcelismo colhendo os frutos do seu hesitantismo, do oportunismo, da sua fraqueza congénita, dissolvia o Estado Novo. Só Marcello Caetano e Afonso Marchueta impávidos, insensíveis à tempestade, um discursando semana após semana, o outro com algumas das mais notáveis peças da oratória lusíada, recebendo sociedades recreativas e medalhas comemorativas.
O regime desfazia-se no desprezo e na irrisão. Iniciado pelas Forças Armadas num 28 de Maio para findar com a inépcia, a corrupção e a anarquia dos sucessivos governos da I República, era liquidado pelas Forças Armadas num 25 de Abril para acabar com o mesmo estado de coisas, exageradíssimo pelo gigantismo estatal e pela multiplicação dos interesses que, quarenta anos de estabilidade, tinham permitido criar, com muitos erros e injustiças, mas com extraordinárias virtudes.
O Estado Novo suicidou-se.

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Stop the war! 

http://www.stopwar.org.uk/

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quinta-feira, agosto 03, 2006

Information Clearing House 

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quarta-feira, agosto 02, 2006

OS PRESOS POLÍTICOS 

Lembrando Manuel Maria Múrias, que hoje completaria 78 anos, orgulhamo-nos de republicar aqui o que foi o seu primeiro artigo após a saída da prisão (a primeira) no mês de Dezembro de 1975.
Com os melhores cumprimentos a Francisco Múrias e ao Dr. Cruz Rodrigues, que então publicou na "Resistência" o artigo que se transcreve já a seguir.

Já não sei quem foi que disse:
- Quando ouço gritar: — Viva a Liberdade — volto-me logo a contar os presos...
Em Portugal, nestes últimos vinte meses tem sido rigorosamente assim: — temos passado a vida a contar os prisioneiros, por entre o estrondear dos vivas à liberdade...
No dia 26 de Abril de 1974, para reacender a luz da liberdade e da democracia escurecida pela longa noite do fascismo saíram da cadeia 150 pessoas — e entraram 2.000. Seis meses tornados, no 28 de Setembro, para assegurar melhor a liberdade e a democracia prenderam-se mais duas ou três centenas. Por volta do 11 de Março, o glorioso M.F.A., sempre no saudável intento de defender a liberdade e a democracia endemicamente periclitantes encarcerou outras tantas centenas de homens, até aí libérrimos. Um semestre passado, no 25 de Novembro, de novo para garantir a liberdade e a democracia agredidas violentamente pelas quadrilhas contra-revolucionárias, democraticidas e liberticidas que, até aí, as tinham defendido, detiveram-se cuidadosamente novos rores de gente. Fundadora das grandes penitenciárias e dos campos de concentração (os primeiros instituiram-nos os ingleses na guerra dos boers) a democracia clássica alimenta e vivifica com carinhos extremos uma já velha tradição carcereira...
Em Portugal, por junto e contado, o horroroso fascismo, em quase meio século de existência, nunca foi tão longe. O Marquês de Pombal revelou-se-nos muito mais modesto; miguelistas e liberais, em relação aos nossos dias, portaram-se com parcimónia; os velhos republicanos românticos, embora democratíssimos, não se podem comparar. A história de Portugal não regista em tempo algum tão grande fervor prisional; batemos agora todos os nossos antigos níveis de repressão policial. Nunca fomos tão livres — com tantos presos. O Pina Manique ao pé do ex-general Otelo é um anjinho com asas de tarlatana; o Teles Jordão ao lado do comandente Xavier é um néné de nanar.
Eu dormia a bom levar quando, pelas 5,30 horas da manhã de 28 de Setembro de 1974, os intelectuais do COPCON me foram buscar a minha casa em S. João do Estoril. Naquela triste e leda madrugada, empunhando uma lindíssimo mandado de captura e as respectivas espingardas-metralhadoras, um grupinho de militares comboiado pelo polícia de giro, fez-me levantar da cama e, de sopetão, meteu-me num carro paisano e conduziu-me para o então RAL 1. Os meus captores simpaticíssimos (um deles está agora em Custóias...) anunciaram a minha estarrecida mulher que a operação da qual participavam se desenvolvia à escala nacional e que naquela noite, por todo o país, iriam malhar com os ossos na cadeia muitos bispos e padres, muitos militares e civis, suspeitos, como eu, de pertencerem a uma associação de malfeitores.
Metido no carro particular, sabendo que vários civis (militantes do P.C. mascarados de militares) tinham andado pelas redondezas a prender presumíveis adversários políticos, passou-me pela cabeça que me iam dar um tiro. Rezei o Acto de Contrição, e aconcheguei-me tranquilo a passar o terço pelos dedos. O automóvel seguiu Marginal fora, caminho de Lisboa; foi várias vezes interceptado por eficientes barreirinhas populares e rapidamente chegou a Sacavém. O dia despontava divertidíssimo. No ex-RAL 1 enfiaram-me numa enfermaria superlotada; antes, porém, alguém bem avisado foi dizendo, ao meu passar, de forma acintosamente audível, que eu era para limpar... Percebi na altura que não morreria nem de medo — nem de parto. O limpador em potência (soube-o depois pelas fotos dos jornais) era o Major eleito Diniz de Almeida...
Do RAL 1, onde permaneci umas horas a dormitar, embalaram-me numa ramona para o Reduto Norte do Forte de Caxias onde, logo no átrio, fui soezmente insultado por um anãozinho disfarçado de oficial de marinha. Durante sete longos meses habitei a prisão sinistra. Pelo 11 de Março, para acomodar novos hóspedes, passaram-me para Peniche, a ver o mar. De Peniche, após poucas semanas enlouquecedoras, devolveram-me a Caxias, para um isolamento terapêutico. De Caxias, para atender à explosão demográfica da população prisional portuguesa, pespegaram comigo na Penitenciária onde vegetei porcamente de 25 de Maio a 3 de Dezembro de 1975. Neste dia, passado ao foro civil pelo qual ansiava, fui ouvido na Polícia Judiciária por um juiz formalíssimo, legalíssimo e educadíssimo e posto em liberdade pelas onze e meia da noite. Tinham passado 14 meses e cinco dias. Louvado seja Deus!
Enquanto estive preso perdi (concerteza por descuido meu...) amigos de trinta anos; achei muitos outros das melhores pessoas possíveis a encontrar: — pides, legionários, comunistas, marxistas-leninistas, socialistas, anarquistas, luaristas, monárquicos, republicanos, pobretanas, oficiais do exército e da armada — criminosos de delito comum. Diverti-me e sofri horrores. Joguei desabaladamente o bridge — a vingança dos estúpidos. Aprendi a cozinhar. Fui interrogado cerca de dez vezes. Deram-me encontrões. Apontaram-me pistolas. Uns garotelhos quaisquer ameaçaram-me com horrendas sevícias. Ri-me por dentro e por fora com tudo o que se passava: — se a liberdade e a democracia eram aquilo, eram exactamente o que eu imaginara em muitos anos de compassada meditação política.
Admirei gulosamente durante meses alguns raros espécimes de antropóides. Vi morrer homens por incúria, indiferença e covardia. Observei como pouco a pouco uma pessoa se degrada psiquicamente até parecer um bicho. Eu próprio, a certa altura, possesso de neurose prisional, me rebolei pelo chão a gritar enraivecido, tomado de desespero. Tive inefáveis momentos de paz e tranquilidade. Em escuras noites de insónia e terror, voltei-me todo para mim e encontrei-me com Deus, vislumbrando ao longe reservas imensas de Fé, Esperança e Caridade.
Fiz greves de fome. Encarei a morte nos olhos espavoridos de quem me julgou a morrer. Amei apaixonadamente a vida, a minha mulher e os meus filhos. Li pachorrentamente Marcel Proust, inconmensurável teia de intrigas, merdices e gulodices que a pederastia institucionalizada consagrou universalmente. Readmirei Proudhon, Bakunine, Kropotkine e Max Stirner. Respassei o olho por cima de Marx. Chorei impotente a destruição da Pátria. Desprezei. Revoltei-me. Envergonhei-me desta minha biológica condição de português rectangularizado. Em pesadelos torvos o cortejo dos mortos deixados assassinar em África e na Oceânia, angolanos e moçambicanos, presos comigo pelo único crime de quererem ser portugueses. Orgulhei-me deles. Os meus carcereiros deram-me tempo para reformular com pausa muitas ideias políticas.
Não perdi um dia. Mais — ganhei todos os que vivi. Não me acho derrotado: — vou continuar.
***
Diz-se para aí que só a verdade é revolucionária. A frase é bonita. Se não for só uma blague dos políticos, sempre me atreverei a dizê-la. Já agora estou velho para começar a mentir; suficientemente jovem ainda, porém, para distinguir uma revolução duma substituição — e dizê-lo.
No pensamento político português pouco especulado e comentado, a primeira missão do poder é fazer justiça. E fazer justiça é, no melhor pensamento político português, defender o fraco do forte, distribuir equitativamente a riqueza, recriando-a e aumentando-a, garantir as liberdades, não abusar do poder, nem da autoridade, julgar insensatamente. De Garcia de Resende ao Padre António Vieira, passando por João de Barros e por Bernardes, a teoria do poder político em Portugal resume-se em fazer justiça. Daí que se não possa fazer política — sem fazer justiça. O que se passa neste momento em Portugal, nesse transcendente plano, deve ser considerado como uma infâmia que nos emporcalha a todos, portugueses, livres e presos.
Não quero falar, por agora, dos perseguidos, dos exilados, dos desalojados, dos espoliados, dos desempregados, dos arruinados — de tantos milhões de portugueses que o deixaram de ser por simples decisão do poder político. Não. Quero limitar-me aos presos, aos meus camaradas de tantos meses, vítimas inocentes do ódio demo-comunista que nos sufoca ainda. Quero referir-me só a esses porque talvez sofrendo menos que a maioria acompanhei doloridamente o seu espantoso calvário. Não queria esquecer nenhum: — tenho-os todos na alma. Homens de quase oitenta anos com a genica e a coragem de jovenzitos de vinte; sempre impecáveis, sempre sorridentes, com a dignidade de quem não deve nem teme. Rapazelhos de dezasseis e dezassete anos a comportarem-se com a maturidade e a força de quem já sofreu muito. Lembro-os a todos: — milhares de lições de coragem.
Às vezes, durante este longo ano, esparramado no meu catre de Caxias ou na minha cela da Penitenciária entretido a contar percevejos (tive a subida honra de oferecer um ao Vice-Presidente da Cruz Vermelha Internacional que, amavelmente, me visitou pour rien...) — a minha situação parecia-me completamente irreal. Ainda estou para saber porque fui preso — e naqueles momentos, embora a curiosidade me não matasse, o sentir-me personagem de Kafka dava-me um certo gozo intelectual. Depois, mirando os meus companheiros (um pide, um arquitecto, um lubrificador de ascensores, um contínuo, um electricista, um tenente-coronel, dois estudantes, um banheiro, tantas e tantas centenas...) sentia agudamente o que sofriam. E revoltava-me. E perguntava. Como é possível?
Como é possível estarmos nós aqui — e o país a ruir lá fora? Como é possível, estando eu preso aqui com mais duas mil pessoas — haver um Ministro da Justiça com o desplante de declarar que, em Portugal, não há presos políticos? Como é possível?
***
Nos primeiros tempos do meu sequestro estive cuidadosamente separado dos pides. Depois, à medida que se reenchiam as prisões com novas vítimas de novas inventonas, foram-me ajuntando com os antigos funcionários da D.G.S. Em Caxias, em Peniche e na Penitenciária (eu fiz o tour quase completo das prisões portuguesas) convivi com a maioria — desde o director-geral até aos agentes de 3.ª, com poucos meses de fileiras e muitos meses de prisão. E convivi com os chamados informadores, colaboradores e com os utilizadores — milhares de homens.
Durante a longa noite dava-me pouco com o pessoal da António Maria Cardoso. Não calhava: conhecia dois ou três (dos quais aliás era e sou amigo) e não conhecia mais ninguém. Portuguezinho valente de certa telha anarquista — nunca fui grande apreciador de polícias; foram necessários catorze meses de prisão para valorizar no meu espírito a vantagem de haver profissionais do desgostoso ofício: — o contacto quase diário com os meus carcereiros e inquiridores, os mais reles amadores do género, licenciados em Direito com banca em Lisboa, uns sádicos, outros estúpidos, quase todos analfabetos, levaram-me às saudades de quantos cívicos fardados ou à paisana, públicos e secretos, povoam, para vergonha nossa, este mundo de Cristo. Quando, trocado por um recibo à porta da Penitenciária, me vi entregue nas mãos de um agente da Judiciária, — quase pulei de contente: caíra nas mãos da estrita lei na pessoa daquele senhor bem educado, vestido de cinzento, exactamente igual aos pides, que, por mais de um ano, tinham sido os meus companheiros de angústia, admiráveis de coragem, bom senso e determinação, antigos soldados d`África, a maior parte deles, camaradas de armas dos próprios carcereiros.
Embora seja amigo de muitos dos pides presos, se alguns cometeram crimes — não posso, porque não devo, ser solidário com eles. Exijo, todavia, o conhecimento provado das suas ilicitudes. Até lá, como todo os portugueses de boa fé, reservo-me o direito, não só de continuar a considerá-los como gente honrada, mas a duvidar também das acusações que lhes são imputadas. Sei o que aconteceu comigo: estive catorze meses sequestrado sem culpa formada. Os pides e os outros (informadores, colaboradores, e utilizadores) que se mantêm nessa absurda e vergonhosa situação vão ser julgados à luz duma lei celerada — só por serem pides, o que é, juridicamente, a maior infâmia da História do Direito que já consagrou bem muitas outras infâmias menores. Esta é da inspiração do dr. Álvaro Cunhal, licenciado em Direito, como nem podia deixar de ser — e infamou quem a publicou.
Os pides têm de ser julgados pelos crimes que acaso cometeram — como têm de ser julgados os responsáveis pela minha prisão injustificada, como têm de ser julgados os responsáveis do COPCON, culpados de tantas e tão tremendas arbitrariedades; como têm de ser julgados os comandos da P.M. que, em cárcere privado, têm dezenas de pessoas presas, que torturou, vexou e traumatizou psiquicamente para o resto da vida.
Não se trata de fazer política; trata-se de fazer Justiça — e, segundo andam pr`aí a dizer, nós vivemos num Estado de Direito, numa Democracia onde são respeitados os Direitos do Homem — como o não foram em quarenta e oito anos de ominosa ditadura que (provada, provadamente) nunca fez nada de parecido, no plano jurídico, com o que, em vinte meses, já conseguiram fazer algumas das mais responsáveis notabilidades da Revolução dos Cravos...
Afirma-se: a P.I.D.E. teve anos e anos centenas de pessoas encarceradas sem culpa formada! Exijo que se prove. Tenho esse direito — porque eu estive catorze meses e cinco dias encarcerado sem auto de culpa e alguns milhares de homens e mulheres continuam detidos sem saber porquê. Diz-se: — a P.I.D.E. torturava os presos políticos! Exijo que se prove, tenho esse direito — porque fui ameaçado e insultado, sofri o isolamento, vi morrer homens, vi outros endoidecer e sei dos que foram espancados, inutilizados e torturados pela gentalha do COPCON, da 5.ª Divisão, da Comissão de Extinção P.I.D.E.-D.G.S. e da P.M. Se a democracia não é um funil — eu tenho um direito de exigir justiça para os PIDES presos — e justiça para o major Otelo de Carvalho que ameaçou fuzilar-nos a todos no Campo Pequeno, açulando contra nós multidões assassinas; e para os vários Presidentes da Comissão de Extinção da P.I.D.E.-D.G.S. que, da velha António Maria Cardoso, se entretiveram, durante meses e meses, a prender quem lhes apetecia e à simples ordem ou pedido do P.C., e da LUAR, e das B.R. e de quantos bufos jornalísticos escrevinham protérvias nas colunas dos jornais.
Não, não se trata de fazer política. Trata-se de fazer Justiça — porque sem a fazer a Revolução perde-se e desonra-se, desonrando quantos nela participaram! Distribuir equitativamente a riqueza, dar de comer a quem tem fome, fazer progredir o país, garantir as liberdades — é fazer Justiça. Tudo isso, porém, esvazia-se da própria substância ética se continuarem as prisões cheias de inocentes, se se mantiver a juridicidade duma lei celerada que condena pessoas não pelas suas acções, mas pelas situações jurídicas em que se achavam antes da lei ter sido publicada. Tudo isso é desonrante sem se começar por julgar isentamente, sem se começar a acusar com provas.
Nunca descemos tão baixo no conceito internacional: dantes éramos odiados e, sob muitos aspectos, temidos; hoje somos desprezados e troçados. A honra de estar preso às ordens dos patifes que me prenderam e por ser considerado seu adversário — esvanecia-se e transformava-se em vergonha quando, por via da minha prisão, lia o que lá fora se escrevia sobre Portugal. Nem uma só vez me congratulei com o ressuscitar dos velhos epítetos com que os estrangeiros nos mimoseavam antes de 1926. Ver de novo conjugado o verbo Portugalizar — fez-me chorar de raiva e de opróbio; ver considerar o nosso exército l`armée des lâches, fez-me vibrar de indignação, sabendo que era mentira, conhecendo tantos e tantos heróis... Tive tempo para pensar: nem agora me felicito por estar cá fora e ver lá dentro a maioria dos responsáveis pela minha prisão... Saí da cadeia — sem ponta de ódio — graças a Deus! Exijo, porém justiça — e a liberdade para quem está preso inocente.
Julguem-se os pides todos. Deixem-nos defenderem-se. esclareçam o povo. Enquanto em relação aos presos se não fizer justiça — não será possível fazer política, até porque, sem confiança, a política se transforma num jogo de ódios, sem nexo, destruidor e aniquilante. Porque se espera? De que se tem medo? A quem pesa a consciência? Quem receia falar dos PIDES?
O Governo do Sr. Pinheiro de Azevedo prometeu solenemente resolver o problema dos presos políticos em Portugal. O governo do Sr. Pinheiro de Azevedo desonra-se se não cumprir a sua promessa — e a promessa começará a cumprir-se quando for derrogada a lei celerada que, sem julgamento, condena funcionários públicos pelo simples facto de serem funcionários públicos. Então poderá começar a governar o Sr. Pinheiro de Azevedo. Até lá o VI Governo é um decalque do V — apenas com um Primeiro Ministro menos esbracejante e menos estúpido!

MANUEL MARIA MÚRIAS
(In Resistência, págs. 3/4/5/6/7,15.12.1975)

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