segunda-feira, janeiro 05, 2009
Os nacionalistas e a blogosfera
1) É fácil, é barato, e mesmo sem dar milhões permite ter um canal de intervenção onde podemos dizer precisamente o que temos para dizer. Além disso, dá um extraordinário treino de escrita, e preparação intelectual para o combate ideológico.
2) Neste momento é o instrumento de acção política que está na nossa mão, e que devíamos explorar, com criatividade e insistência. Uma grande rede de blogues com uma orientação de área nacional, em termos culturais e políticos, podia substituir os meios de comunicação de massas a que não temos acesso.
3) Antes de tudo, cada um de nós deve fazer algo em que só dependa de si. Viaja melhor quem viaja sozinho. Assim nunca ninguém será apanhado em fracassos colectivos, e não pode haver desculpas com as falhas dos outros, nem há lugar para alibis.
4) Todos têm tempo para isso, se quiserem ter. Cada um terá o ritmo que marcar para si, e que for capaz de aguentar. Evidentemente que é um teste, um teste à força de vontade, à paciência, à perseverança, até às capacidades individuais - capacidade de trabalho, capacidade de comunicação, talento e génio individual. Mas quem tem medo de se pôr à prova?
5) Criar um blogue é obra de um minuto, e as nossas palavras podem chegar a uma infinidade de pessoas. Dependerá muito da nossa capacidade para atrair o interesse dos outros. Mais um desafio. Quem há aí que não goste de desafios?
6) É essencial chegar aos outros, ultrapassar o confinamento e o silenciamento da intervenção cívica dos nacionalistas. O meio em questão possui potencialidades quase infinitas.
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segunda-feira, julho 30, 2007
Mais sobre blogosfera e acção nacionalista
A BLOGOSFERA E A DIFUSÃO DO PENSAMENTO POLITICO NACIONALISTA
O que começou por ser uma forma de expressão de ideias entre um grupo restrito, tipo tertúlia, teve a sua “explosão” no principio do ano passado com o aparecimento de uma série de blogues, muitos deles com mensagens de radicalismos políticos, bebidos e aprendidos nas teorias de figuras políticas estrangeiros. Claro que me refiro ao nacional-socialismo e a outras teorias fascistas ou fascizantes.
Foram blogues que, na sua maioria, desapareceram tão rápido como apareceram.
Também eles se fecharam numa concha porque a sua mensagem se baseava, unicamente, em teorias do absurdo para os dias de hoje. Teorias do absurdo e jamais aceites na sociedade actual. Podem ter sido aceites noutros tempos mas nos tempos actuais são, abertamente, rejeitadas.
Contudo muitos dos blogues, que lhes posso intitular de “referência” e que ainda existem, mantiveram-se com uma mensagem mais intelectualizada e com uma forma revisionista sobre algumas teorias estrangeiras.
São um grupo restrito de amigos e conhecidos – não muito pequeno, diga-se – que criaram um casulo onde albergam a discussão teórica dos pensamentos políticos dos ditos pensadores nacionalistas.
Claro que se discute e se publica textos literários muitas vezes em francês ou, até, em castelhano, lido e comentado pelas hostes intelectuais dessa família nacionalista tradicional. Aquela que adora o círculo restrito de amigos e que gostam de “conspirar” em tertúlias jantaristas.
E, por experiência própria, até posso acrescentar que essas jantaradas pelo menos
trazem novas amizades e, porque não dizê-lo, um beber de novos ensinamentos.
O problema é que não “conspiram” contra nada. Porque a conspiração só possuiu efeitos se as teorias conspirativas chegarem ao povo e – muito especialmente – se esse mesmo povo as aceitar como válidas. Caso contrário, não estamos a conspirar (???) contra nada a não ser contra nós próprios.
O conspirar, aqui, é uma forma figurativa. São temas abertos e discutidos debaixo
do mais livre direito de opinião e de expressão.
E o que se passa nos blogues Nacionalistas é o mesmo. Não lutamos (não quer dizer que o consigamos) por nos abrir às massas que proliferam pela blogoesfera e que procuram algo de novo. Não alimentamos a sede a quem tem sede. Estamos fechados num círculo e não queremos que mais ninguém entre nele. É como se o pensamento Nacionalista fosse uma dádiva da inteligência só acessível a uma casta de iluminados.
No fundo dos fundos – bem lá no fundo – o sentimento nacionalista de alguns resume-se a isso. E não querem, por isso, crescimento nenhum !
Para muitos dos intitulados nacionalistas, o Nacionalismo, não passa de uma filosofia para ser discutida em tertúlias de masturbação política.
As tertúlias são importantes, mas desde que encaminhem as ideias para uma tentativa de discussão pública.
Sem Povo não há ideias nem causas que mereçam lutar por elas.
Porque sem Povo não passamos de um grupo de amigos.
Sou Nacionalista e autor de um blogue. Estou-me nas tintas para as masturbações intelectuais sobre o pensamento de escrevinhadores estrangeiros com pensamentos políticos que nada têm a ver com o meu País.
Luto por um Nacionalismo como pensamento político aberto a todas as classes sociais. Lutar por uma política Nacionalista só tem sentido se houver aceitação popular. E, nos dias actuais, só há uma forma de o fazer: jogando o jogo democrático dentro das regras impostas. Mas, sabendo apresentar alternativas credíveis a essas mesmas regras. E, para apresentar alternativas credíveis, os seus mentores têm de ser homens e mulheres credíveis.
Não é com grupos de intelectuais fechados no seu sectarismo nem com bandos de rapaziada que, mesmo não sendo marginais (alguns), muitos, assemelham-se a isso.
O pensamento Nacionalista ou entra, e de uma vez por todas, nas massas populares ou está condenado ao fracasso. E, nesta fase crucial, ou ganha já esta luta ou não passará de grupinhos com menos de 1 por cento no voto popular. E, podemos ter a certeza, jamais recuperaremos da pequenez a que fomos votados.
Sem Povo não há políticas credíveis. E, sem gente e propostas credíveis, também não haverá o Nacionalismo como alternativa política.
Como pensamento político – isso – existirá sempre nem que seja na cabeça de meia dúzia de militantes mas como alternativa não passará de um sonho desfeito.
A História um dia nos julgará.
Ou não nos julgará porque nem sequer chegamos a fazer parte dela.
Eu não quero nem vou entrar nesse grupo. Luto, e continuarei a lutar, para que o Nacionalismo seja história. Uma história de tolerância onde haja o respeito pelo ser humano e pela suas liberdades individuais. O Nacionalismo é tolerância, é respeito, é amor pela Nação e, muito especialmente, pela comunhão entre governo e governados.
E este o Nacionalismo de hoje. É este o nacionalismo porque luto e em que acredito.Manuel Abrantes
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domingo, julho 29, 2007
Contas do blogger
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quinta-feira, julho 26, 2007
Entrevista com FSantos, autor do blogue "Horizonte"
FSantos tornou-se uma personagem ilustre do círculo de blogues nacionalistas. Começou como dedicado comentador, até que fundou o seu próprio blogue, o “Santos da Casa”. Depois de várias mudanças de servidor e uma pausa para reflexão, abriu o Horizonte. Provocou há poucas semanas acesos debates quanto ao papel e o caminho a seguir pela “área nacional” da blogosfera. Fomos conversar com ele para saber mais sobre o universo blogosférico.
1) O FSantos deu recentemente o alarme quanto ao desfalecimento da chamada “área nacional” da blogosfera. Não considera que o desmorecimento da blogosfera tem sido um fenómeno global?
2) Até que ponto os blogues são importantes no combate cultural nacionalista?
3) Por onde passam as soluções para a blogosfera “nacional”?
4) Considera que existe um défice de formação no meio nacionalista em Portugal?
5) Na sua perspectiva, a actividade partidária nacionalista é importante? Até que ponto os blogues podem ser uma ferramenta útil nessa actividade?
6) Como avalia o trabalho desenvolvido pelo portal Novopress?
7) Muito obrigado pela entrevista. Alguma consideração final?
Agora, a parte das perguntas rápidas, às quais pedia para responder no mais curto espaço possível:
Alameda Digital - É um exemplo de como se pode fazer divulgação cultural e crítica num sentido pró-nacional sem cair na armadilha do radicalismo. Nela colabora muita gente de grande cultura, talento e sentir nacional, podendo eu orgulhar-me de com eles compartilhar esse recomendável espaço.
Metapedia - É um projecto interessante embora mais uma vez pareça ser um decalque de um modelo estrangeiro. A tendência identitária parece-me prevalecer, há que enriquecer o site com o contributo de todos.
Horizonte - É um blogue que nasceu por pressão de leitores e amigos quando decidi encerrar o “Santos da Casa”. Não tem a vitalidade deste, procurei fazer um espaço mais virado para a reflexão e as artes, menos preso à actualidade, sem abdicar do combate nacional. Os leitores que julguem.
Último Reduto - Ter conhecido o Pedro foi uma das grandes satisfações da minha incursão blogosférica. Ainda por cima é pastel sofredor, como eu! Foi o primeiro blogueador com quem entrei em contacto. O blogue perdeu fulgor mas quando o autor tem tempo para escrever delicia-nos com a sua prosa penetrante, inteligente e extremamente divertida.
Nova Frente - Foi com o Bruno que travei as mais saudáveis polémicas na blogosfera, não porque estejamos em posições antagónicas mas pela sua predisposição em discutir temas tão variados como o iberismo, a acção dos partidos e o interesse das obras do escritor hoje desconhecido Luís de Araújo! O BOS é, com o Dragão, a pena mais inspirada dos blogues lusos. Aqui e ali parece-me demasiado radical (ou expedito) a fazer juízos de valor, é o seu estilo, é a sua maneira franca de actuar.
Sexo dos Anjos - Com os dois anteriores formava o triunvirato que tanta gente inspirou a criar um blogue - na qual me incluo. Deles se distingue pela maior experiência de vida do autor, já mais calejado nestas lides. É um exemplo de perseverança e de incentivo a muitos blogueiros, não se coibindo de sugerir melhorias, comentários ou temas a considerar.
Fascismo em Rede - É o blogue que mais mudou neste quase quatro anos. Começou por ter uma postura desafiadora, irónica; estimulou a abertura de blogues, a criação de uma rede nacional; deu-nos páginas de memórias muito interessantes; divulgou n textos de autores de referência no nosso campo. Há um ano que praticamente se limita à divulgação de espaços nacionais e estrangeiros, de eventos, de acções políticas. Por essa via passou a ser um blogue pouco comentado.
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segunda-feira, julho 23, 2007
Blogolândia
Aproveitem o Verão!Bragança Nacional
Barreiro Nacionalista
Leiria Nacional
Conistorgis
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segunda-feira, julho 16, 2007
Permanecer e criar
É muito importante a presença de gente para fazer o que muito poucos estão em condição de fazer: a ligação intergeracional.
Ouviram? Nonas? E aqui também? E também aqui?
É preciso permanecer para criar!
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sábado, julho 14, 2007
Sobre a "blogosfera nacional"
Só agora tive paciência para escrever um pequeno postal acerca do estado da blogosfera, já tinha efectuado uma curta incursão na caixa de comentários do F. Santos mas achei melhor escrever algo mais elaborado quando houvesse tempo (leia-se pachorra) para actualizar condignamente este blogue.
Não é só a blogosfera que se encontra em crise aparente, a mania dos fóruns também parece ter abrandado, o Terceira Via que era politicamente inovador passou de mortiço a morto depois de um período de grande animação e excitação e o Fórum Pátria é animado por uma mão cheia (literalmente) de colaboradores passadistas, até o veterano Fórum Nacional se encontra muito mais morno do que já foi não há muito tempo, há um clima de depressão geral na área nacional virtual.
Por outro lado têm surgido projectos internéticos inovadores, a Alameda Digital, o Projecto Grifo, a revitalizada Novopress e a mais recente Metapedia. Enfim, verdade seja dita que as colaborações nesses projectos e as visitas que os mesmos originam deixam muito a desejar, a blogosfera mesmo mortiça continua a atrair muita mais gente que qualquer um (ou mesmo todos) desses projectos.
No que me diz respeito tenho animado muito menos este blogue por uma razão que me incomoda: o bloqueio do blogger a partir do meu local de emprego, local onde passo todo o tempo com excepção das horas de sono e algum tempo com a namorada (parece que só vivo para trabalhar neste emprego, que odeio e nem me
paga as contas). Além disso tenho estado ocupado com a Metapedia, a Mathaba e o Resistir Online, onde colaboro activamente na difusão de uma esquerda nacional que se está a formar em Portugal com um atraso de décadas quando comparado com o resto da Europa e que a blogosfera da área nacional de Direita esteja a morrer, lamento imenso se vos ofendo, até é bom para nós.
Nestas décadas pós 25 de Abril de 1974 que fez a dita Direita nacional? O único sucesso que obteve foi o dos seus dirigentes terem sido todos absorvidos pelo sistema e enriquecido com isso, nada foi deixado para as próximas gerações, que a voz da Direita que se diz nacional se vá calando é até uma benção para uma nova geração da área nacional que leu Marx e não se envergonha de citar Bakunine, Kropotkine ou mesmo Lenine (caso não saibam "Fazer nossa a causa do povo" é uma citação do Lenine).
Concordando com o BOS, nunca houve uma blogosfera nacional, existiam uns blogues que se linkavam uns aos outros e que pregavam quase todos a mesma coisa, uns mais monárquicos, outros mais ou menos do PNR, mas verdade seja dita são poucos os militantes/activistas nacionalistas (PNR, CI, TIR e mesmo MPP) que mantêm blogues.
Mesmo assim, e sendo doutro meio social, político e cultural, já não passo sem diariamente visitar certos blogues, como O Sexo dos Anjos, o Manlius, o Horizonte, o Jantar das Quartas e A Voz Portalegrense (poupo-vos de listar os blogues anarquistas e comunistas que também visito diariamente).
A blogosfera está para durar, mesmo a da área nacional, tem é alturas de inércia, pelo menos de Julho a Setembro/Outubro todos os anos, e mesmo que não tivesse para pouco serve (politicamente) mas desempenha o seu objectivo (culturalmente).
E agora vão lá escrever qualquer coisa na Metapedia...
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sexta-feira, julho 13, 2007
Blogosfera e activismo
Do Pena e Espada:
Quando acho que sou pessimista, ligo ao BOS... Escrevo aqui esta frase que repito várias vezes, porque no meu regresso à blogosfera dei de caras com as razões para o absentismo blogosférico do Bruno.
Eu também esperava mais da blogosfera dita “nacional”, mas tenho que admitir que foi um excelente ponto de contacto e de debate, apesar dos egomaníacos, autopromotores e caluniadores do costume. Agora a coisa abrandou, perdeu a novidade e desceu na lista de prioridades. É bom que tenhamos presente que o activismo não se resume a um teclado. As ausências e o consequente esmorecimento da blogosfera nacional não espelham o estado da “área nacionalista”. Pelo contrário, nestes últimos tempos tenho assistido ao crescimento e fortalecimento do PNR. Partido alvo de muitas críticas, algumas com as quais estou de acordo, mas do qual nunca me desliguei. Entendo que é o nosso partido no combate político nacional e não são quezílias pessoais ou boatos infundados que o vão impedir de traçar o caminho necessário.
Integro a lista do PNR à Câmara Municipal de Lisboa e, como para o BOS, essa é a minha prioridade agora. Até Domingo só dá eleições nesta casa, não se admirem. A campanha tem sido óptima e temos tido uma projecção mediática e uma receptividade popular que de certo se vão reflectir nos resultados. Mas o mais importante não são os números, é ver a crescente militância em prol de ideias — as nossas ideias. Como disse ainda hoje a uma jornalista, durante uma acção de rua, estas eleições foram um teste que vencemos claramente. Apesar da falta de tempo, de meios e de dinheiro, o PNR conseguiu apresentar a sua candidatura e organizar uma campanha diária porque tem o mais valioso capital de todos: o esforço e dedicação dos seus militantes.
Quero ainda deixar aqui um forte abraço ao meu amigo e camarada José Pinto-Coelho, saudando-lhe a coragem e determinação com que defende Portugal e os Portugueses.
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segunda-feira, julho 09, 2007
Ainda a blogosfera nacional
Li com muita atenção tudo o que tem sido nestes dias publicado sobre o papel e destino da blogosfera nacional.
Obriga-nos a pensar. Reli também o que tenho vindo a escrever ao longo destes 6 meses que levo destas andanças e verifico que estou a "perder qualidades". Os primeiros postais eram muito mais substanciais. O humor melhor. A variedade também.
Que fazer desta página? Dever de memória? Um página de doutrina? Um local de memórias pessoais? Uma crítica do quotidiano? Uma página cultural? Um tutti-frutti generalista?
Francamente não sou capaz de ter - neste momento - uma opinião fundada e fundamentada.
A mudança de visual é o primeiro passo. De seguida terei de saber o que quero (e acima de tudo se sou capaz de merecer) continuar a escrever. Porque assim não sendo mais vale não estragar e regressar ao meu "apagado e vil cantinho".
Vou pensar.
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De novo a blogosfera nacional
Longe do Fim
Não sei se estamos a assistir ao ocaso da blogosfera. Se o FSantos estiver correcto estamos em “fim de festa” no que respeita a um círculo nacionalista, desenvolvido nos últimos quatro anos. Creio que o mais interessante e útil, o confronto de ideias, passou por este círculo de alinhados e não-alinhados de Direita, intransigentes da Nação, uns mais motivados e inspirados, outros menos. Constituiu-se um círculo de discussão espontâneo e muitas vezes de qualidade.
A perda deste círculo não implica, porém, o fim dos blogues. Este blogue funciona para mim, como repositório de ideias. A difusão de ideias e a existência de alguns leitores fiéis é um agradibilíssimo efeito secundário do qual me custaria prescindir, mas que não impediria o curso do que se escreve neste pequeno caderno electrónico. Custa-me pensar que a perda de alguns leitores ou polémicas sirva como desculpa para o abandono de projectos que se pretendiam ser superiores ao ramerrame das coisas que existem por critérios numéricos e de eficácia.
E os substitutos não são felizes. O nível dos vários “fora” que se encontram por aí é um misto do melhor e do pior. Gente bem intencionada, quase sempre, mas com alguma impreparação que leva à moderna preferência de qualquer acção, acima da boa acção. São poucas as discussões interessantes e sempre que algumas pessoas de maior capacidade elevam o nível da discussão, procurando estabelecer pontos de distinção e elementos que conduzam a algo mais amplo que um slogan patriótico, a discussão encontra o seu fim, ou é desconstruída sem nexo por um dos muitos ignorantes que pretendem promover-se e às suas demências, a custas da boa vontade de outros.
Eu não vejo caminho que não seja continuar até que me falte o que dizer.
Enquanto não chegar lá...
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sexta-feira, julho 06, 2007
Um comentário meu
Quanto à "Alameda Digital", a verdade é que a mesma poderia ser a primeira de outras revistas digitais, a concretizar por cada grupo ou corrente de pensamento que sinta que também tem algo a dizer no debate de ideias contemporâneo.
Que não existam outras, cada uma a afirmar a sua especificidade, é o que se lamenta. Quanto aos blogues: é possível que exista realmente uma crise, até por cansaço dos principais protagonistas.
Constata-se que foi há quatro anos que nasceram o "Aliança Nacional", o "Nova Frente", o "Sexo dos Anjos", o "Ultimo Reduto".
E depois houve uma revoada deles, a maioria de vida curta.
Mas quatro anos é muito tempo.
Relembro que todos os estudos sobre a blogosfera, nacionais e internacionais, afirmam que a média de vida dos blogues não excede os três meses.
Trata-se portanto de um meio caracterizadamente precário, para não dizer efémero.
Agora, como em outras alturas, o que há que encontrar são formas de chegar ao público, ao menos o que interesse em cada momento. Sobre quais sejam essas formas não se pode ser dogmático.
Blogues, foros, páginas pessoais, portais, sejá lá o que for para encher a web de conteúdos nacionalistas - tudo me parece útil.
E fora da rede, naturalmente, é preciso reforçar a institucionalização (quero dizer a criação ou o desenvolvimento de instituições de todo o tipo onde se faça sentir uma presença e uma opinião nacionalistas).
Essas coisas têm que correr paralelamente.
A organização e a formação e difusão de opiniões e ideias.
Sem a organização, a mera produção intelectual será inconsequente, e sem esta toda a organização estiola e definha por falta de alimento. Uma organização que não representa nada fecha, mais tarde ou mais cedo.
Por isso repito: as coisas têm que correr paralelamente.
Como é óbvio, as pessoas a encarregar-se disso não serão as mesmas. Umas têm vocação para uma tarefa e outras para outras. Uns têm disponibilidade para alguns efeitos, outros têm gosto e entusiasmo por outras missões.
O que é preciso é aproveitar os contributos de todos, e integrá-los de uma forma harmoniosa, para que sejam convergentes na dinamização de um verdadeiro "movimento" (um movimento social, de ideias e de opinião, que não se reduza a uma das parcelas. Não é só um partido, uma associação, umas revistas, uns blogues, militantes, simpatizantes, etc. etc. Tem que ser isso tudo e mais o que houver).
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O comentário do Legionário
Meu caro FSantos:
Ia começar a escrever mas dei-me a tempo conta de que me iria repetir e que mesmo assim ia escrever com’ó caraças. Vou tentar ser sucinto:
É lógico que tens razão na análise que fases, mas até na tua escolha da Alameda Digital como forma de agrupar correntes "nacionalistas", cais no erro, não intencional, de compartimentares e excluíres muitas outras "tendências" pois a Alameda Digital tendo o mérito que tem daquilo que lá é escrito e por quem é escrito não passa de uma forma "politicamente correcta" da chamada direita-nacional. Tem o seu lugar é certo mas não é um agregador de tendências, mas sim de formas diferentes de escrever sobre a mesma coisa.
Ainda há bem pouco tempo a conversar com um amigo e camarada falava na tal Primeira Trincheira que deveria ser criada com indivíduos que soubessem disparar para fora e não para dentro como tem acontecido, acertando nos próprios pés e nos camaradas que estão ao lado. – Ao que ele me respondeu – É demasiado complicado... e de momento só vejo uma solução é cada um em seu grupo, em seu canto, continuar a trabalhar à sua maneira sem chatear os outros!
Claro está que assim não vamos lá, e uma coisa eu já descobri há muito, não é atrás do monitor que vamos conseguir alguma coisa digna de registo futuro.
No que diz respeito à LV já começamos a participar e a ombrear com gente de bem que mesmo que não partilhem a totalidade das nossas Ideias conseguimos no entanto encontrar muitos pontos em comum e os contactos pessoais, com objectivos concretos têm-se vindo a realizar.
Nem todos podem ir para a rua...emprego, família...- Dizem! - E têm razão, ninguém quer ser perseguido ou apontado como amigo de determinadas tribos. As actuações têm que ser mais bem escolhidas e preparadas. As causas certas com fins correctos e
nobres princípios só têm valor se forem encorpadas por Gente de Bem!
Grande Abraço.
Legionário
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O comentário de Rafael Castela Santos
Como segue:
Querido amigo:
El fenómeno es general, porque algo parecido pasa en otros países cuyas bitácoras también sigo, como el caso de España, de Gran Bretaña o de Francia e Italia.
Hay, no obstante, causas "inherentes". Me explico:
1) Es muy difícil estar durante años escribiendo con originalidad con frecuencia casi diaria o incluso semanal. Esto requiere dedicarse prácticamente sólo a esto. Muchos bloguistas son, somos, gente que hacemos esto como una actividad paralela a nuestro trabajo del cual vivimos.
2) Existe a nivel europeo e hispanoamericano un resurgir de los foros, que estuvieron más parados durante 2005, y llevan dos años en auge. No se puede escribir en foros y bitácoras, a no ser que uno repita en los blogues lo mismo que escribe en los foros. Hay quien hace esto.
3) La fragmentación de las "áreas nacionales" es un problema común a España y Portugal. Y creo que irremediable. Entre esos "grupinhos" que mencionas hay algunos cuyas diferencias de principios son simplemente insalvables.
4) Las bitácoras no calan en las ideas, simplemente crean un ambiente o sirven de laboratorio para las ideas. Coincido contigo en que en Portugal Alameda Digital debería tener mucho más eco del que tiene a juzgar por la calidad de lo que ahí se escribe. Apenas ha habido un mínimo eco en un medio escrito portugués de Alameda Digital y, si miras el Site Meter, de AD resulta patético el número de entradas.
5) Cualquier publicación, bitácora, escrita, digital, etc., tiene un ciclo de vida. Nace, crece y muere. Es ley de vida. Quizás atenazados por el cansancio -y no cierto pesimismo esterilizante- a todos nos convendría un cierto silencio durante una temporada. Volver a nuestras tertulias, volver a encontrarnos en Fátima cara a cara (como antaño), etc.
Un fuerte abrazo,
Rafael Castela Santos
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A "crise" da blogosfera nacional
Assim:
O F. Santos faz uma oportuna reflexão no Horizonte sobre o estado da blogosfera, nomeadamente da chamada "área nacional", e sobre a crise que parece afectar esta forma de debate, reflexão e divulgação de ideias.
O que a Gazeta tem a dizer sobre o assunto, como quem não quer a coisa, resume-se em quatro pontos:
1. A blogosfera continua a ser o melhor espaço para uma crescente permanência dos intitulados "desalinhados". Acontece que, contrariamente à tendência de três ou quatro anos atrás, assumem-se agora mais as casas sinistras. Os fóruns dão, regra geral, lugar a discussões estéreis, a ataques sem fundamento, a trivialidades que nada acrescentam e a um enclaustramento entre os participantes.
2. A blogosfera não tem de restringir-se, necessariamente, aos "intelectuais". Pode ser lugar de apresentação de ideias de acção muito concretas. A Gazeta tem tentado conciliar as duas coisas, tendo uma secção na coluna da direita onde serão arquivados todos os materiais relacionados com a acção monárquica que aqui é proposta.
3. Se é de evitar a criação de grupos isolados em torno de correntes há a considerar que os fóruns propiciam mais essa vontade, como referido supra. Para a organização interna poderá ser um excelente meio de partilha à distancia. Contudo, só a blogosfera, ou um qualquer espaço congénere, consegue manter a visibilidade e o debate aberto a todos os interessados.
4. O decréscimo do número de casas abertas e que se situem na tal "área nacional" não significa que se perca qualidade. Mesmo assim, há que ter em conta o desalento de alguns históricos nestas lides. O que importa para o futuro é estabelecer uma relação qualidade/quantidade.
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segunda-feira, janeiro 15, 2007
Nova Vaga
O que é certo é que eles aí estão, e agora temos que lhes exigir serviço, dedicação, trabalho de criação pessoal, intelectual e político (que é também poesia).
Força, irmãos! Até ao Infinito! Cresçam como alta vaga de água fria, ide como uma praga sobre a estupidez do mundo... (esta agora é de Ezra Pound).
Admirável Mundo Novo
República dos Desalinhados
Bombas, Minas e Armadilhas
Democracia (safa!...)
Prometheus
Arqueofuturista
Flama Eterna
Vanguarda
Nonas (o grande, o único, o inimitável...)
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domingo, abril 11, 2004
Um espanto
Mesmo assim, e a propósito de um debate em curso entre ACR e BOS, vejo escrever com naturalidade e com soberba que a importância dos tais blogues é zero-vírgula-zero-zero e que esses bloguistas concretamente são uma irrelevância total.
Contra a estupidez os próprios deuses lutam em vão.
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